Commodities Agrícolas

19/03/2008

Commodities Agrícolas

 


Recuperação parcial

Os preços do açúcar subiram ontem na bolsa de Nova York e compensaram uma pequena parte das perdas registradas na segunda-feira, quando as commodities agrícolas em geral foram tragadas pelo redemoinho provocado pela instabilidade econômica americana. Puxados por compras especulativas, os contratos com vencimento em maio fecharam a 12,28 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 19 pontos, ao passo que julho subiu 16 pontos e atingiu 12,58 centavos de dólar. Na bolsa de Londres as cotações também se recuperaram parcialmente, e no Brasil o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos negociada em São Paulo teve valorização de 0,84%, para R$ 27,57. Neste mês de março, a variação positiva acumulada do índice chega a 3,37%. 

Sangria estancada

Como a maior parte das commodities agrícolas, o café também recuperou, ontem, uma pequena parcela do que perdeu na segunda-feira na bolsa de Nova York, sustentado pela inversão de comportamento dos especuladores, que voltaram às compras. Os contratos com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a US$ 1,3755 por libra-peso, em alta de 155 pontos (a queda de segunda foi de 1.620 pontos); julho subiu também 155 pontos, para US$ 1,4005. Foi um dia marcado por cautela e poucos negócios, e as atenções continuam concentradas nos desdobramentos da instabilidade econômica nos EUA. Em Londres também houve valorização moderada, e no Brasil o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica subiu 2,06%, para R$ 254,17. 

Liquidação continua

Ao contrário da maioria das commodities agrícolas, o cacau voltou a registrar desvalorização ontem no mercado internacional. Em Nova York, onde a liquidação especulativa de segunda-feira prosseguiu, os papéis para entrega em maio caíram US$ 126 e fecharam a US$ 2.604 por tonelada, enquanto julho encerrou a sessão a US$ 2.619, em queda de US$ 122. Londres acompanhou a tendência. Traders procurados pela Dow Jones Newswires afirmaram que, ainda que o movimento possa continuar conforme o comportamento da crise americana, uma inversão de tendência observada no fim do pregão de ontem pode ser um sinal de retomada da curva de alta. No país, a arroba da amêndoa negociada em Ilhéus e Itabuna caiu R$ 0,50, para R$ 69, em média. 

De olho na demanda
 
As cotações do suco de laranja fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York e mais do que compensaram a queda da véspera, provocada pela turbulência financeira internacional. Traders consultados pela Dow Jones Newswires afirmaram, porém, que o volume de negócios foi pequeno e que os preços seguem sob pressão por conta da expectativa de menor demanda global em virtude dos problemas da economia americana. Os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 1,7595 por libra-peso, com ganho de 155 pontos - mesmo salto dos futuros para julho, que chegaram a US$ 1,2105. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias saiu, em média, por R$ 9,56, de acordo com levantamento do Cepea/Esalq.