Commodities Agrícolas
Piso em dois meses
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte baixa na quarta-feira, atingindo o menor patamar dos últimos dois meses, com a expectativa de que a queda dos custos com energia deverá reduzir a demanda por combustíveis alternativos, como o álcool, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. A queda dos preços do petróleo por conta da menor demanda americana voltou a gerar especulações sobre a utilização do álcool como combustível. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho fecharam a 12,13 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 45 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto encerraram a US$ 332,90 a tonelada, com recuo de US$ 13,10. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 27,66, segundo o índice Cepea/Esalq.
Recessão derruba
Os preços futuros do café fecharam em queda na quarta-feira, influenciados pela expectativa de recessão americana, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. A alta do dólar frente a outras moedas estrangeiras também gerou especulações de que as commodities negociadas em Nova York ficaram menos atrativas para o mercado. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho fecharam a US$ 1,3545 a libra-peso, baixa de 460 pontos - a menor cotação desde janeiro deste ano. Em Londres, os contratos para maio fecharam a US$ 2.485 a tonelada, com alta de US$ 41. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 244,90, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita do grão robusta começou no Espírito Santo. Os grãos arábica serão colhidos em maio.
Demanda preocupa
Os preços futuros do suco de laranja encerraram com forte recuo na quarta-feira, atingindo a menor cotação desde outubro de 2005, com especulações de que a demanda por produtos considerados não-essenciais deverá cair por conta da recessão americana, segundo analistas. Com isso, os estoques de suco poderão subir nos EUA, informou a agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos para julho encerraram a US$ 1,1970 a libra-peso, com baixa de 135 pontos. Analistas afirmaram que produtos como cacau, suco, açúcar e café não são itens de necessidade básica em um período de crise. A produção de laranja na Flórida será 26% maior nesta safra. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fecharam a R$ 9,61, segundo o índice Cepea/Esalq.
Nas ondas da crise
Afetado pelo clima de recessão, os preços do algodão também fecharam com forte queda na quarta-feira, atingindo seu limite de baixa. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a 74,23 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 300 pontos. Analistas ouvidos pela Bloomberg afirmam que a recessão americana deverá atingir as cotações de algodão. No mercado paulista, o algodão fechou a R $ 1,4397 a libra-peso, ligeira alta 0,02%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a pluma acumula aumento de 4,62%. No país, há um sentimento generalizado de que a área plantada para o algodão deverá recuar por conta do avanço dos grãos. O mesmo ocorre nos Estados Unidos, os produtores de trigo e soja decidiram reduzir a área de algodão.