Commodities Agrícolas

26/03/2008

Commodities Agrícolas

 


Aposta no álcool
 
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta ontem, atingindo o maior patamar de uma semana, impulsionados por notícias de que a demanda por álcool a partir da cana irá crescer. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg informaram que a queda do dólar deverá estimular a compra da commodity. Em Nova York, os contratos para julho fecharam a 12,49 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 23 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto encerraram o dia a US$ 337,20 a tonelada, com aumento de US$ 5,20. Os altos preços da energia devem estimular os produtores a produzir mais etanol do que açúcar. No mercado paulista, a saca de 50 quilos encerrou a R$ 27,73, com recuo de 0,53%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a alta chega a 3,7%. 

Câmbio impulsiona
 
Os preços futuros do café voltaram a subir ontem diante das especulações de que a desvalorização do dólar irá tornar as commodities mais atraentes para os investidores. "O dólar em queda ajuda as commodities de forma geral, e o café é uma delas", disse Rodrigo Costa, vice-presidente da Newedge USA, de Nova York. Na bolsa de Nova York, os contratos para entrega em maio subiram 39 pontos, ou 3%, para US$ 1,3265 por libra-peso. Foi o maior ganho percentual desde 19 de fevereiro. "Podemos ver [os preços] do café explodir. Os investidores estão altamente comprados", disse James Cordier, da OptionSellers.com, na Flórida. No mercado doméstico, a saca fechou a R$ 255,59, com alta de 3,33%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula perda de 12,32%. 

Também o dólar
 
As cotações do cacau recuperaram parte das perdas registradas na última semana ontem em Nova York, sustentadas, por mais um dia de desvalorização do dólar em relação a outras moedas. Os contratos com vencimento em maio subiram US$ 133 e fecharam a US$ 2.398 por tonelada, ao passo que julho encerrou a sessão a US$ 2.419, em alta de US$ 134. Como o movimento sofreu a influência do enfraquecimento do dólar, na bolsa de Londres os preços, em libras esterlinas, recuaram. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires afirmaram, contudo, que o cacau permanece vulnerável tendo em vista a turbulência financeira global. No país, a arroba negociada em Ilhéus e Itabuna subiu para R$ 61,60, em média, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau. 

Área plantada menor

Os preços futuros do algodão fecharam com forte aumento, pelo segundo pregão consecutivo, puxados por notícias de que os produtores americanos deverão reduzir a área plantada da pluma nos EUA, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram a 77,56 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 133 pontos. Analistas estimam que a área para algodão nos EUA será a menor dos últimos 25 anos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar suas estimativas de área para grãos no dia 31. No mercado paulista, o algodão encerrou o dia a R$ 1,4387 a libra-peso, ligeira queda de 0,07%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, as cotações da fibra acumulam alta de 4,55%.