Commodities Agrícolas
Dólar impulsiona
Os preços futuros do açúcar registraram a maior alta em quase três semanas devido a especulações de que a queda no dólar irá impulsionar a demanda pelas commodities negociadas na bolsa de Nova York. Os contratos para entrega em maio subiram 25 pontos, ou 2,2%, para 11,27 centavos de dólar por libra-peso. "A maioria das commodities andou lado a lado ontem devido à desvalorização do dólar", afirmou à Bloomberg Michael McDougall, vice-presidente sênior da Newedge USA LLC. Para Michael Ferrari, da Weather Trends International, um valor justo para o açúcar seria de 11,5 a 12,5 centavos, já que os canaviais do Brasil receberam uma dose a mais de chuvas no mês passado. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar ficou em R$ 28, segundo o Cepea/Esalq.
Interesse dos fundos
Os preços futuros do café fecharam mistos ontem, na bolsa de Nova York. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg voltaram a comentar que os investidores deverão comprar commodities como forma de proteção contra a inflação nos EUA. Na bolsa de Nova York, os contratos para maio fecharam a US$ 1,297 a libra-peso, alta de 60 pontos. Os contratos para julho fecharam a US$ 1,3120 a libra-peso, com recuo de 45 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos par julho encerraram a US$ 2.231 a tonelada, com baixa de US$ 36. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 255,47, alta de 1,37%, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita de café arábica, prevista para ocorrer a partir de maio, poderá ser antecipada por conta da amadurecimento dos grãos em algumas regiões do país.
Melhora na safrinha
Fundamentos pouco atrativos e melhores condições climáticas na safrinha de áreas produtoras de cacau na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa, puxaram nova baixa nos preços da commodity ontem, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Alguns analistas duvidavam da melhoria da safrinha no país, mas o volume de cacau que tem chegado aos portos para exportação neste ano é 14% superior ao de 2007, segundo estimativas da indústria. Em Londres, o cacau para julho caiu 25 libras esterlinas, para 1.296 libras por tonelada. Em Nova York, os contratos para julho recuaram US$ 51, a US$ 2.262 por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada, na média, por R$ 61, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Chuvas na Flórida
Os preços futuros do suco de laranja fecharam com forte baixa ontem, pressionados por notícias de que as chuvas na Flórida poderão beneficiar a safra de laranja no Estado, o segundo maior produtor mundial, de acordo com analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para julho encerraram o dia a US$ 1,1395 a libra-peso, com recuo de 400 pontos. Para os próximos dez dias, chuvas são esperadas para as regiões produtoras de laranja. No mercado paulista, a caixa de laranja para as indústrias fechou a R$ 8,54, segundo o índice Cepea/Esalq. O ritmo de vendas da laranja em São Paulo segue lento, com baixa demanda por parte das indústrias, de acordo com o Cepea. A oferta atual são de frutas tardias, como natal e valência.