Sisal é apresentado a Fundo de Commodities na Europa

07/04/2008

Sisal é apresentado a Fundo de Commodities na Europa

 

Dois projetos de melhoria do aproveitamento do sisal da Bahia serão apresentados ao Fundo de Commodities (CFC), em Amsterdam, na Holanda, pelo Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

No valor de US$ 1 milhão, o primeiro projeto visa ao aproveitamento do líquido do sisal para a produção de bio-inseticidas e insulina, dentre outros produtos.

O segundo, orçado em US$ 700 mil, se destina à pesquisa na área de geotecidos de sisal.

Os dois projetos foram discutidos com o diretor do setor de projetos da FAO, Alexandre Barris, durante a viagem à Itália do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira.

Durante dois dias, Ferreira discutiu, em Roma e Milão, parcerias para o projeto de melhoria do aproveitamento do sisal e produção de óleo a partir do pinhão manso.
 
Produtores de fibra - O secretário se reuniu também com empresários de países produtores de fibra (sisal, algodão, juta, coco e piaçava), como Brasil, Srilanka, Tanzânia, Alemanha, Haiti, México e Índia.

Todos se manifestaram preocupados com a possibilidade da FAO extinguir o chamado Grupo de Fibras Naturais e discutiram oportunidades de mercado.

Os dois projetos do sisal serão encaminhados à CFC em maio próximo, depois de alguns ajustes técnicos.

Em Milão, Ildes Ferreira se reuniu com um grupo de empresários que pretende investir na produção de óleo, tendo como matéria-prima o pinhão manso.

A pretensão deles é plantar, em 10 anos, de 200 mil a 250 mil hectares de pinhão manso, em área própria e em consórcio com a agricultura familiar.

No segmento de fibras naturais, os empresários dos países produtores discutiram a realização de dois eventos, um seminário internacional focado na área técnica, com pesquisadores da Américas do Sul, do Norte e Central e o I Congresso Mundial de Fibras Naturais, a ser realizado na índia.

Ainda Itália, Ildes Ferreira se encontrou com o embaixador brasileiro na FAO, José Antônio, que ficou de acompanhar os procedimentos junto ao órgão das Nações Unidas.