Renegociação das dívidas da lavoura cacaueira é debatida em Brasília
Ogoverno federal e o governo da Bahia estão discutindo alternativas para equacionar as dívidas dos produtores de cacau, o que significa viabilizar a implantação do Plano de Aceleração do Desenvolvimento do Agronegócio na Região Cacaueira do Bahia (PAC do Cacau).
O secretário da Agricultura, Geraldo Simões, se reuniu ontem, em Brasília, com dirigentes da Casa Civil e dos ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento.
Além da questão do endividamento e da liberação de novos créditos para investimentos na recuperação da lavoura cacaueira, o plano inclui projetos de diversificação, apoio à agroindústria e ao associativismo e a realização de obras de infra-estrutura.
Crise – "A renegociação das dívidas se dará em condições que permitam ao produtor quitar seus débitos e obter novos financiamentos", afirmou Simões, que defende um tratamento diferenciado para a lavoura cacaueira, vitimada por uma crise que já dura duas décadas e que teve impacto profundo na economia regional.
Segundo o secretário, o cacau é viável quando associado a outros cultivos, como os da seringueira, dendê, pupunha e frutas.
A discussão de hoje envolve a renegociação das dívidas da primeira, segunda, terceira e quarta etapas do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira, a aquisição de títulos do Tesouro Nacional e os financiamentos junto à Desenbahia, totalizando R$ 470 milhões.
"Os governos federal e estadual estão buscando a melhor alternativa para o equacionamento desses débitos, levando em conta a capacidade de pagamento do produtor e a necessidade de retomar o cultivo de cacau com alta produtividade e resistente a doenças", ressaltou Simões.
Plano também contemplará os pequenos e médios produtores, que representam 90% das áreas rurais no sul da Bahia.