Palma forrageira está sob forte vigilância em Sergipe
Visando detectar o índice de pragas e doenças nas culturas de citrus, bananeira, palma forrageira e coqueiro, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), através da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), está desenvolvendo trabalho meticuloso em todo o Estado, onde as culturas se desenvolvem, num levantamento profundo e de pesquisa, que permita uma visão macro sobre a sanidade das plantas em Sergipe.
“É importante saber se pragas estão presentes nas culturas”, disse a agrônoma Maria Aparecida Andrade, gerente de Sanidade Vegetal da Emdagro.
O trabalho é de extrema relevância para Sergipe, pois, em se constatando a inexistência de pragas, a exemplo da mancha negra e cancro cítrico, e provandose isso realmente pelo levantamento, consegue-se a certificação de áreas livres, frisa.
FRONTEIRAS – Aparecida Andrade, da Emdagro, enfatizou que a certificação vai permitir ao Estado impedir legalmente que cargas oriundas de Estados contaminados como São Paulo e Minas Gerais entrem em Sergipe e se, por acaso, for burlada a fiscalização nas fronteiras, as cargas apreendidas – fato acontecido na área de Defesa Animal – serão incineradas ou enterradas, podendo os transportadores sofrerem penalidades.
FORRAGEIRA – Uma das grandes preocupações no momento, da Defesa Sanitária Vegetal de Sergipe, se prende à palma forrageira, um suporte alimentar de alto significado para o gado no Nordeste, sendo a salvação de rebanhos durante os períodos de estiagem demorada. De acordo com Aparecida Andrade, a cultura está praticamente inexistindo nos Estados do Ceará e Pernambuco, em função da praga cochonilhado-carmim, que dizima as palmas. Trata-se de um inseto sugador que mata rapidamente a planta, provocando prejuízos de grande monta. E, de acordo com informações dos órgãos de pesquisa, já foram dizimadas mais de 70 mil, dos 500 mil pés da palma forrageira plantados em todo o semiaacute;rido brasileiro.
No levantamento e monitoramento já concluídos em 10 municípios de Sergipe, ficou comprovada a inexistência da cochonilhado-carmim. O trabalho dos técnicos da Emdagro credencia o Estado a reivindicar a certificação de área livre, o que respaldará de forma legal a condição de proibir a entrada de palmas de Estados comprovadamente contaminados, com a fiscalização podendo manter a mesma atitude coibitiva de transportes, atuando da mesma forma em caso de algum veículo conseguir clandestinamente entrar em Sergipe, concluiu Aparecida Andrade.