Ações do PAC são lançadas no Dia Internacional do Cacau
Os cacauicultores da Bahia têm motivos a mais para comemorar o Dia Internacional do Cacau este ano.
Além do Plano de Desenvolvimento e de Diversificação Agrícola da Região Cacaueira da Bahia (PAC do Cacau), que visa revitalizar e diversificar a lavoura do sul do estado, anunciado pelo presidente Lula e pelo governador Jaques Wagner, foi lançado, no domingo, em Itamaraju, a 751 quilômetros de Salvador, no extremo sul, o Programa de Prevenção à Monilia do Cacau.
O programa, que será inserido ao PAC do Cacau, prevê ações integradas entre órgãos de pesquisa, assistência técnica e defesa vegetal.
De acordo com o secretário da Agricultura e coordenador do PAC do Cacau, Geraldo Simões, ações como essas são muito importantes para fortalecer a economia da região, tendo em vista que a maior parte da população vive em áreas rurais.
Enfrentando a crise – O plano pretende mudar uma situação que se estende há mais de 20 anos com a crise da lavoura cacaueira. "Além do equacionamento da dívida, vamos fornecer mudas mais resistentes para a renovação dos cacauais e a diversificação das culturas, como seringueira, pupunha, dendê, flores e fruteiras", explicou.
Dentre outras ações voltadas para a região, Simões anunciou a implantação de um viveiro de mudas em Itamaraju em convênio com o Instituto de Biofábrica de Cacau, assim como a contratação de técnicos para assistência técnica rural e a liberação de recursos para a viabilização de fábricas de chocolate, geridas por associações e cooperativas de agricultores familiares.
Prevenção à doença – O diretor de Defesa Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Cássio Peixoto, apresentou as diretrizes do programa que vai envolver diversos órgãos de pesquisas para evitar que a moniliase chegue à Bahia.
"O mais importante agora é trabalhar em conjunto para prevenir a doença", enfatizou.
Dentro das ações, a Adab intensificará a fiscalização agropecuária nas áreas de divisa do estado para controlar a entrada das sementes de pupunha (palmito) oriundas de áreas de risco.
Também serão identificados canais de comercialização e rotas de risco, entre a região Norte do Brasil e os demais estados produtores e processadores do cacau.
A doença atingiu países como Equador, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Peru, Honduras e Belize.
Até agora, só foram registrados casos da monília do cacau, que é mais agressiva do que a vassoura-de-bruxa, no Alto Amazonas, fronteira com o Peru.
Premiações
Promovido pela Ceplac – em parceria com a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e o Ministério da Agricultura (Mapa) –, o evento reuniu, aproximadamente, 400 produtores da região.
Dentro da programação, foram entregues os diplomas de destaque e reconhecimento institucional ao produtor familiar, associação de agricultores, agroecologia e comercialização direta, além da escolha do cacauicultor do ano.
Histórico
O Dia Internacional do Cacau é comemorado anualmente no primeiro domingo de junho.
A data foi criada em Turrialba, Costa Rica, em 1958, por sugestão do cientista americano Robert Fowler, durante Conferência Interamericana do Cacau, que reuniu especialistas de todo o mundo.
O evento tem o objetivo de promover a cultura, atualizar conhecimentos, trocar experiências entre pesquisadores, estreitar o relacionamento entre as instituições e homenagear os agricultores que mais se destacaram.
Há dois anos, a data é comemorada na Bahia de maneira itinerante em municípios da região cacaueira da Bahia.
Em 2006, Camacã foi o escolhido, enquanto no ano passado a festa aconteceu em Gandu. No próximo ano, o evento será realizado em Mutuípe.