Governador visita Bahia Farm Show e anuncia obras no oeste
Obom desempenho da economia do agronegócio na região oeste da Bahia – cuja produção de grãos na safra 2007-2008 será de 5,3 milhões de toneladas – foi o principal assunto abordado ontem, durante a abertura da Bahia Farm Show, no município de Luís Eduardo Magalhães, a 960 quilômetros de Salvador.
Em visita ao evento – que acontece até o próximo sábado –, o governador Jaques Wagner também assinou protocolo de intenções para a implantação de uma fábrica de gêneros alimentícios à base de milho, autorizou as obras de reforma e manutenção dos centros industriais de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães e a instalação do sistema de abastecimento de água que vai beneficiar a população do município mais novo do estado.
Segundo os organizadores, a edição deste ano da Bahia Farm Show deve movimentar cerca de R$ 200 milhões em negócios.
A feira foi instalada em uma área de, aproximadamente, 60 mil metros quadrados e reúne cerca de 200 estandes, dentre eles o do governo da Bahia, que conta com espaços de três secretarias (Indústria, Comércio e Mineração; Agricultura e Meio Ambiente e Recursos Hídricos).
Máquinas – A feira também reúne a exposição de implementos agrícolas, insumos e máquinas, cujos preços variam de R$ 200 mil a R$ 500 mil.
Para o presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes do Oeste da Bahia (Aiba), Humberto Santa Cruz, a Bahia Farm Show, que era Agrishow, este ano tem mais a cara da Bahia.
Segundo ele, a maior parte da mão-de-obra e empresários envolvidos com o evento é formada por pessoas que moram no estado.
Construção da Ferrovia Oeste-Leste já atrai diversos investidores
Humberto Santa Cruz disse ainda que a potencialidade da região – que produz soja, milho, algodão e café em larga escala – e os investimentos realizados pelos governos federal e estadual em infra-estrutura "vão alavancar ainda mais o desenvolvimento da economia local."
Ao se referir à Ferrovia Oeste-Leste, Humberto Santa Cruz afirmou que o equipamento representa um grande sonho dos agricultores locais.
"Após o anúncio da construção da ferrovia, diversos investidores, como a Companhia Vale do Rio Doce, já adquiriram terrenos para a exploração de minério de ferro na região", destaca.
Competitividade – Wagner disse que com a ferrovia será mais viável escoar os grãos produzidos na Bahia e aumentar a competitividade do estado em relação a outros centros, favorecendo inclusive as exportações.
Wagner lembrou ainda que o oeste baiano possui o algodão de melhor qualidade do país e ressaltou os investimentos estrangeiros em uma processadora, na região de Correntina, que será a maior da América Latina.
"Isso é fruto da nossa viagem ao Japão e, somado ao Programa de Incentivo à Cotonicultura, deve gerar muitas riquezas para a Bahia", pontua.
Para viabilizar a infra-estrutura de instalação de novos empreendimentos, o Governo do Estado – por meio da Superintendência de Desenvolvimento da Indústria e Comércio (Sudic) – vai realizar obras de manutenção e recuperar os centros industriais de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.
Serão feitos serviços de roçagem e capinagem, substituição e pintura de meio fio, limpeza e conservação das áreas loteadas, além da implantação de sinalização vertical e horizontal das pistas.
Os dois centros abrigam um total de 39 empreendimentos nos segmentos metalúrgicos, de alimentos, bebidas, química, entre outros.
São Braz – Durante a abertura oficial da Bahia Farm Show, foi assinado pelo governador e empresários um protocolo de intenções para a implantação de uma unidade da São Braz, empresa fabricante de derivados de milho, no município de Luís Eduardo.
A iniciativa prevê investimentos de R$ 8 milhões e a abertura de 400 postos de trabalho, a partir de 2009.
Outro projeto que beneficiará a população de Luís Eduardo Magalhães é o sistema de abastecimento de água.
Por meio da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), serão investidos R$ 700 mil em ligações domiciliares.
Desenbahia apóia agricultores
Presente na Bahia Farm 2008, a Desenbahia montou um estande para a execução de financiamentos para agricultores.
O órgão oferece linhas de crédito com taxas de até 8% ao ano, com prazo de 24 meses e limites de até R$ 500 mil.
O presidente da Desenbahia, Luiz Alberto Petitinga, afirmou que o oeste baiano representa uma boa carteira de negócios, "principalmente pessoa física" e pontuou que a região foi contemplada com R$ 15 milhões em financiamentos nos últimos 16 meses.