Commodities Agrícolas
Dólar desvalorizado
Os preços futuros do suco de laranja fecharam em alta na sexta-feira, impulsionados pela desvalorização do dólar em relação a outras moedas estrangeiras, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro encerraram a US$ 1,1950 a libra-peso, com elevação de 265 pontos. A desvalorização do dólar tem dado suporte às commodities em geral. A colheita de laranja na Flórida, maior produtor dos EUA, está estimada em 168,5 milhões de toneladas, aumento de 30% sobre o ciclo anterior, de acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de suco para as indústrias encerrou na sexta-feira a R$ 8,31, com baixa de 0,36%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Forte alta em NY
Os preços do algodão fecharam com forte alta na sexta-feira, atingindo o maior patamar das últimas sete semanas, puxados pelo aumento das cotações dos grãos no mercado internacional e também pela desvalorização do dólar em relação a outras moedas. Em Nova York, os contratos para outubro encerraram a 71,52 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 222 pontos. Os produtores americanos sinalizam reduzir a área plantada de algodão para investirem mais em soja e milho, segundo informações da Bloomberg. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,248 a libra-peso, recuo de 0,52%, segundo o índice Cepea/Esalq. As negociações de algodão no mercado interno seguem fracas, por conta da falta de matéria-prima.
Chuvas no Meio-Oeste
As chuvas na região do Meio-Oeste americano deram suporte, na sexta-feira, aos preços futuros do milho. Na bolsa de Chicago, os contratos para setembro fecharam a US$ 6,6375 o bushel, com elevação 7,75 centavos. As cotações do milho atingiram recorde, pelo segundo pregão consecutivo, puxados pelo excesso de chuvas nas regiões produtoras do Meio-Oeste, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O mercado já começa a especular riscos de quebra na produção do grão. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do grão fechou a R$ 25,18, com recuo de 1,35%, segundo o índice Cepea/Esalq. As cotações do milho seguem fracas no mercado, pressionados pela colheita do milho safrinha, cuja produção deverá ser recorde neste ano.
Substituição da lavoura
Os preços futuros do trigo atingiram sexta-feira o maior patamar das últimas quatro semanas, impulsionados por notícias de que os produtores poderão substituir as lavouras de trigo para ração animal para outros grãos mais atrativos, sobretudo o milho. Na bolsa de Kansas, os contratos para setembro encerraram a US$ 8,5625 o bushel, com alta de 28,50 centavos. Em Chicago, os contratos para setembro encerraram a US$ 8,2725 o bushel, com aumento de 25,50 centavos. Na Argentina, os produtores de trigo poderão atrasar o plantio do cereal por conta do clima seco, informou a Secretaria de Agricultura da Argentina, à Bloomberg. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 41,07, na sexta-feira, inalterado em relação ao dia anterior, segundo o Deral.