APA Serra do Ouro vai ganhar horto e núcleo ambiental

11/06/2008

APA Serra do Ouro vai ganhar horto e núcleo ambiental


As ações pela preservação da riqueza hídrica da região de Iguaí, no sudoeste baiano, onde há cerca de duas mil nascentes, terão reforço com a criação do horto florestal do município.

A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), em convênio com a prefeitura local, vai construir também a sede da Área de Proteção Ambiental (APA) Serra do Ouro.

Com recursos repassados pelo Estado, serão construídos dois viveiros capazes de produzir até 200 mil mudas de espécies exóticas, nativas e frutíferas por ano. Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Isaías Silva Júnior, as árvores serão utilizadas para recuperar, inicialmente, dois hectares degradados na APA.

Já a sede da APA vai contar ainda com um núcleo ambiental com auditório, onde serão ministrados cursos, um escritório para as atividades da Semarh e outro para a atuação da Secretaria de Meio Ambiente de Iguaí.

Biodiversidade

O aluno Darlan Carvalho, 18 anos, que quer estudar Biologia, já crê na possibilidade de desenvolver pesquisas sobre a biodiversidade e o potencial hídrico da APA Serra do Ouro.

"Só assim o país vai poder preservar de verdade sua riqueza ambiental, cuidando principalmente de nossa água", disse.

A APA Serra do Ouro tem 50.670 hectares, com remanescentes de Mata Atlântica. Conhecida por sua riqueza hídrica, Iguaí possui 180 cachoeiras, em 30 pequenos rios que formam a sub-bacia do Gongogi, pertencente à Bacia do Rio de Contas

 

Importância do turismo rural ecológico

O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Juliano Matos, acredita na importância do turismo rural ecológico, lembrando que a estruturação da APA é um incentivo à preservação da região.

"Pode ser um contraponto ao turismo litorâneo de Ilhéus", destacou. Matos anunciou que o próximo passo é estruturar o conselho gestor, instituindo um plano de manejo para garantir o desenvolvimento sustentável e dar segurança aos investidores.

 

SRH inicia ação para preservar

água e terras de assentamento

 

Mais de 50 famílias de trabalhadores rurais sem-terra do Assentamento Terra Vista, município de Arataca, no sul do estado, participam, até sexta-feira, da primeira fase de implantação do Projeto Terras Sustentáveis.

Aprovado pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente, o projeto, executado pela Superintendência de Recursos Hídricos (SRH), tem o objetivo de desenvolver ações voltadas à proteção das águas, a exemplo da restauração de matas ciliares, recuperação de nascentes e recarga de aqüíferos, contando com a participação da comunidade.

Levantamento

Neste primeiro momento, a engenheira florestal Andréia Furtado e a pedagoga, Silvani Honorato, técnicas da SRH, farão o diagnóstico socioambiental do assentamento, área onde será implantado o projeto.

A partir disso, será elaborada uma agenda participativa para a definição, junto com os assentados, de datas para a realização das oficinas de capacitação.

As oficinas abordarão questões como a importância das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e como recuperá-las nos assentamentos.

Além do Terra Vista, mais três assentamentos serão contemplados com o Projeto Terras Sustentáveis: Dom Helder Câmara (Ilhéus), Dorcina Paula de Souza (Bonito) e Andaraí I (Andaraí)