Commodities Agrícolas

17/06/2008

Commodities Agrícolas

 

Clima frio no Brasil

A chegada de uma frente fria nas regiões Sul e Sudeste do país deu forte suporte aos preços futuros do grão ontem, nas bolsas internacionais. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro encerraram a US$ 1,3870 a libra-peso, com alta de 190 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 2.224 a tonelada, com aumento de US$ 17. O dólar fraco em relação a outras moedas continua dando sustentação às commodities agrícolas, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café fechou a R$ 254,24, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita de café arábica na região Sudeste do país ainda está no início. Minas Gerais é o maior Estado produtor de arábica no Brasil. 

Dólar impulsiona

A queda do dólar em relação à libra esterlina aumentou a demanda pelos contratos de cacau em Nova York, o que puxou a alta do preço da commodity. Analistas ouvidos pela Bloomberg também creditaram os ganhos a uma possível queda na qualidade do cacau produzido na Costa do Marfim, motivada pela redução no uso de defensivos. A alta dos contratos para setembro negociados em Nova York foi de US$ 36, para US$ 3.030 por tonelada - a cotação chegou a atingir US$ 3.040, o patamar mais alto desde 1986. Em Londres, o avanço dos papéis para setembro foi de 23 libras esterlinas, para 1.621 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada, na média, por R$ 77,30, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau (CNPC). 

Chuvas na Flórida

Os preços futuros do suco de laranja fecharam em queda ontem, na bolsa de Nova York, pressionados por vendas de fundos e também por notícias de chuvas esparsas sobre a região produtora de laranja da Flórida. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro encerraram o dia a US$ 1,1505 a libra-peso, com recuo de 85 pontos. Segundo analistas de mercado, os fundos continuam se desfazendo de suas posições com o menor risco de furacões sobre as regiões produtoras da Flórida, segundo maior produtor mundial de suco de laranja, atrás do Estado de São Paulo. Os americanos deverão colher uma de suas maiores safras de laranja neste ano. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos destina às indústrias fechou a R$ 10,10, de acordo com o índice Cepea/Esalq. 

Fundos compram
 
Os preços futuros do algodão fecharam com forte alta ontem na bolsa de Nova York, atingindo a maior cotação das últimas nove semanas, impulsionados por compras de fundos no mercado. Os contratos com vencimento em outubro encerraram o dia a 78,37 centavos de dólar por libra-peso, com elevação de 279 pontos. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones afirmaram que o mercado está atento ao clima para a safra 2008/09 de algodão. No início do pregão, os preços do produto estavam em alta, mas ganharam maior impulso durante o dia, com a compra dos fundos, que se decidiram pelas commodities agrícolas como forma de fazer hedge contra a inflação. No mercado paulista, o algodão ficou ontem em R$ 1,2575 a libra-peso, de acordo com o índice Cepea/Esalq.