Commodities Agrícolas

18/06/2008

Commodities Agrícolas


Chuvas dão suporte
 

Os preços futuros do açúcar negociados na bolsa de Nova York atingiram ontem o mais alto patamar de quase dois meses, após notícias de que as chuvas no centro-sul do Brasil poderão reduzir a produtividade da cana, segundo informações de analistas ouvidos pela Bloomberg. Em Nova York, os contratos para outubro fecharam a 12,43 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 16 pontos. Em Londres, os contratos para outubro fecharam inalterados em US$ 359,50 a tonelada. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) divulgou, na segunda-feira, que a produtividade da cana recuou 15%, desde o início da safra 2008/09, por conta do clima. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 26,27, segundo o índice Cepea/Esalq. 

Embarques lentos

Os preços futuros do café fecharam em alta nas bolsas internacionais, alcançando a maior cotação em uma semana, impulsionados pelo menor ritmo de embarques do Brasil, maior produtor e exportador mundial. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,4175 a libra-peso, com alta de 305 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro fecharam a US$ 2.264 a tonelada, com elevação de US$ 40. Os embarques de café arábica no Brasil estão em ritmo lento, uma vez que a colheita do grão no país ainda está no início e um pouco atrasada, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do grão fechou a R$ 257,22, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a alta é de 3,55%. 

Influência do dólar
 
A queda do dólar aumentou a demanda pelas chamadas "soft commodities", negociadas em Nova York, o que puxou a alta dos contratos futuros de suco de laranja, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Tempestades previstas para as regiões produtoras da Flórida, segundo maior pólo cítrico do mundo, também impulsionaram os preços. Os contratos de suco de laranja concentrado e congelado com vencimento em setembro negociados em Nova York subiram 270 pontos, ou 2,3%, para US$ 1,1775 por libra-peso. O papel chegou a atingir US$ 1,195 a libra-peso, o patamar mais elevado em mais de um mês. No mercado interno, o preço da caixa de 40,8 quilos negociada com as indústrias encerrou a R$ 11,66, de acordo com o Cepea/Esalq. 

Especulador vende

Os preços futuros do algodão recuaram ontem, pressionados por movimento de realização de lucro por parte dos especuladores. Na bolsa de Nova York, os contratos para outubro encerraram a 77,07 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 130 pontos. O movimento de realização de lucro ocorre depois que os preços do algodão registraram forte alta nos últimos pregões, sustentados por notícias de que o clima seco no oeste do Texas, região com maior produtividade dos EUA, ameaça prejudicar as lavouras. As exportações semanais americanas também dão sinais de queda. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2623 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq. A colheita de algodão no país deve se intensificar a partir deste mês no Centro-Oeste.