Commodities Agrícolas
Fundos compram
As compras de contratos de açúcar pelos fundos de investimentos puxaram a alta da commodity ontem, segundo disseram analistas à agência Dow Jones Newswires. O movimento acompanhou a alta do milho e do petróleo, de acordo com os analistas. Em Nova York, os contratos com vencimento em outubro avançaram 46 pontos, para 12,89 centavos de dólar por libra-peso. "Estamos vendo a influência conjunta do petróleo e do milho [sobre o preço do açúcar]", disse um trader em Nova York. A presença dos fundos de investimento foi mais forte nos contratos mais longos, com vencimento a partir de outubro. No mercado doméstico, o preço da saca de 50 quilos de açúcar encerrou o dia em baixa de 0,49%, a R$ 26,14, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Menos frio no Brasil
O frio acima da média registrado no Sudeste brasileiro nos últimos dias pode estar perdendo força, o que deve afetar menos as plantações de café. Esse foi o principal fator para a queda do preço da commodity ontem, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos de arábica para setembro recuaram 240 pontos, para US$ 1,3935 por libra-peso. Em Londres, os contratos de café robusta com o mesmo vencimento caíram US$ 4, para US$ 2.260 por tonelada. Na segunda e na terça-feira, o preço do café no mercado futuro havia avançado 3,6% em Nova York em virtude das baixas temperaturas no Brasil. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos de café encerrou em baixa de 2,78%, a R$ 250,06, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.
Demanda forte
O temor de que a produção de cacau na África ocidental, região que concentra os principais países produtores da amêndoa, não seja suficiente para suprir a crescente demanda puxou nova alta do preço futuro da commodity. Em Nova York, os contratos que vencem em setembro subiram US$ 72, para US$ 3.098 por tonelada, mas chegaram a ser negociados a US$ 3.122 durante a sessão, o maior patamar desde pelo menos 1986, segundo a Bloomberg. Em Londres, os papéis para setembro avançaram 33 libras esterlinas, para 1.658 libras por tonelada - durante o dia, bateram em 1.688 libras, a maior cotação em 19 anos. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada, na média, por R$ 77, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC).
Ajuste técnico
Após os ganhos registrados nas últimas sessões, os contratos futuros de suco de laranja congelado e concentrado passaram ontem por um ajuste técnico, fator que mais contribuiu para o recuo das cotações em Nova York, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O ajuste ocorreu também pela ausência de notícias relevantes sobre os fundamentos desse mercado. "Não há previsão de clima ruim no horizonte", disse Jack Scoville, analista e vice-presidente da Price Futures Group, em Chicago. Em Nova York, os contratos da commodity com vencimento em setembro encerraram em baixa de 230 pontos, a US$ 1,1545 por libra-peso. No mercado doméstico, o preço da caixa de 40,8 quilos destinada às indústrias encerrou a R$ 11,39, segundo o Cepea/Esalq.