Commodities Agrícolas

25/06/2008

Commodities Agrícolas


Vendas em queda
 
Os preços futuros do café arábica fecharam em alta ontem, puxados pela contínua desvalorização do dólar sobre outras moedas estrangeiras, e também por baixas vendas do Brasil, maior produtor e exportador mundial. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro encerraram a US$ 1,4835 a libra-peso, aumento de 190 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos do café robusta para setembro fecharam a US$ 2.335 a tonelada, baixa de US$ 1. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg afirmaram que a queda do dólar estimula a compra de commodities em geral. No caso do café, os preços também ganham suporte por conta do atraso na colheita de café arábica do Brasil. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 257,84, com alta de 1,27%, segundo o Cepea/Esalq. 

Chuvas insuficientes
 
As poucas chuvas sobre as regiões produtoras de algodão do Texas, nos EUA, deram suporte aos preços futuros do algodão na bolsa de Nova York. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg informaram que a falta de chuvas sobre as lavouras do oeste do Texas, maior Estado produtor da pluma, poderá afetar a produção daquela região. O plantio de algodão nos EUA deverá cair 13% sobre o ciclo anterior, por conta do avanço das culturas de soja e milho, com preços mais atraentes. Em Nova York, os contratos para outubro fecharam a 76,80 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 118 pontos. A desvalorização do dólar sobre outras moedas estrangeiras também deu sustentação às cotações da pluma. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,2832 a libra-peso, segundo o indicador Cepea/Esalq. 

Clima promissor

As condições climáticas no Meio-Oeste americano voltaram a dominar a atenção dos investidores na bolsa de Chicago. A expectativa de chuva para os próximos cinco dias na região e de temperaturas pouco abaixo do normal, que podem beneficiar as plantações, puxou a queda da cotação da soja. Em Chicago, depois de registrar alta no início do pregão, os contratos com vencimento em agosto fecharam em baixa de 13 centavos de dólar, a US$ 15,04 por bushel. Para o período entre 30 de junho e 4 de julho, a previsão é de que as temperaturas e as chuvas fiquem dentro do normal para essa época do ano. Em Sorriso (MT), a saca de 60 quilos de soja foi negociada por R$ 41,80, sem variação, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso (Famato). 

Melhora no campo

Os preços futuros do milho registraram queda ontem, revertendo os ganhos do pregão de segunda-feira. Desta vez, o motivador da queda foi a divulgação de um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou uma melhora no desenvolvimento das lavouras no país, na esteira do tempo mais quente e seco. Cerca de 59% das lavouras de milho estavam em boa ou excelente condições até o dia 22. Na semana anterior, o percentual era de 57%. "As lavouras melhoraram com o tempo o sol", diz Jason Roose, analista da U.S. Commodities, em Iowa. Em Chicago, os papéis para entrega em dezembro recuaram 12,5 centavos, para US$ 7.4675 por bushel. Em São Paulo, a saca de 60 quilos ficou em R$ 28,70, alta de 0,29%, segundo o índice Cepea/BM&F.