Algodão de qualidade no Vale do Iuiú

01/07/2008

Algodão de qualidade no Vale do Iuiú

 


As primeiras das nove carretas previstas começaram a ser carregadas para o mercado de São Paulo, cada uma com 25,5 mil quilos do produto, o equivalente a 130 fardos de algodão em pluma – sem o caroço.

O dinheiro obtido com a venda (R$ 685,5 mil) será repartido entre os agricultores. Quanto ao caroço, o ganho chega a R$ 60 mil, que também irá para o bolso dos produtores. A produção envolve 300 agricultores familiares assistidos pelo Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cotonicultura no Vale do Iuiú.

No total, o programa beneficia 700 agricultores familiares.

Desse montante, 300 assinaram contrato com uma usina em Guanambi.

Segundo o acordo, a usina fica responsável pela distribuição da sacaria, transporte e armazenamento do produto.

O produtor, então, paga ao usineiro 70% do caroço produzido e fica com os 30% restantes mais o algodão em pluma para livre comercialização.

E é dessa usina que já saíram as duas carretas cheias de algodão para São Paulo e de onde pretendem sair os outros sete veículos.

O algodão colhido na roça é levado para a usina em caminhões com cerca de 650 sacos cada.

Lá, o algodão em pluma é separado dos caroços e, em seguida, vêm as fases do beneficiamento e da comercialização.

Sem contaminação – O corretor de algodão Carlos Diniz, responsável pela compra e venda do produto final, esteve presente no carregamento das carretas que deixaram Guanambi, neste sábado, e atestou a qualidade do algodão transportado.

"O trabalho da EBDA foi feliz e eficiente, pois o produto atende às exigências da indústria têxtil no que se refere à qualidade, uniformidade e ausência de contaminação."

Diniz verificou que existe o cuidado para que o algodão beneficiado na usina não seja contaminado por outras substâncias, como pena de galinha, pêlo de cachorro e pedaços de barbante.

"Percebemos ainda que não há contaminação pelo polipropileno, decorrente da sacaria inadequada. Isso mostra que não haverá motivos para recusa do produto onde ele chegue", disse.

Nova safra – Os produtores do Vale do Iuiú têm até o dia 31 de agosto para colher todo o algodão que ainda resta de suas plantações.

Depois disso, em outubro, começa a nova safra (2008/2009) e todo o processo se reinicia.

É quando os agricultores põem a semente na terra novamente e esperam que a chuva ajude para que a próxima colheita seja ainda melhor.

A região de Guanambi já chegou a ter 330 mil hectares de área plantada, na década de 80.

Depois de uma fase de decadência, manteve a marca de 130 arrobas por hectare e está atrás do oeste baiano, que contabiliza 310 mil hectares de área plantada e uma produtividade média de 300 arrobas por hectare.

Executado na área de atuação da gerência regional da EBDA, em Caetité, o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cotonicultura no Vale do Iuiú conta com a parceria da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), do Fundo de Desenvolvimento da Agricultura Algodoeira (Fundeagro), da Embrapa Algodão, da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e da Fundação Bahia de Barreiras.