Grupo de trabalho se reúne em Fortaleza para tratar da divida dos cacauicultores
Visando colocar em prática a primeira etapa do Plano de Desenvolvimento e de Diversificação Agrícola na Região Cacaueira, o PAC do Cacau, que consiste no tratamento diferenciado à dívida dos cacauicultores baianos e na liberação de novos recursos para a região, o secretário da Agricultura e coordenador do PAC, Geraldo Simões, se reúne amanhã (4), em Fortaleza, com representantes do Ministério da Agricultura (Mapa), Secretaria da Fazenda (Sefaz), DesenBahia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil. As ações estão previstas na Medida Provisória (MP) 432, sancionada em 27 de maio de 2008.
O objetivo é operacionalizar o inciso IV, do artigo 7º, da MP que autoriza o gestor financeiro do Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE), nesse caso o Banco do Nordeste, a realizar uma nova operação de crédito para a liquidação do valor remanescente, após a concessão dos descontos previstos para a renegociação. A dívida dos produtores, tratada nesse artigo, gira em torno de R$ 500 milhões.
PAC do Cacau e ações do Governo da Bahia
O PAC do Cacau foi lançado em maio deste ano, pelo presidente Lula e pelo governador Jaques Wagner durante solenidade em Ilhéus. O plano terá investimentos de R$ 2,2 bilhões, nos próximos oito anos, beneficiando aproximadamente 30 mil agricultores da região Cacaueira da Bahia. Segundo o secretário da Agricultura e coordenador do PAC, Geraldo Simões, “o sucesso para a concretização do plano depende de um esforço conjunto dos governos federal e estadual - para levar novas tecnologias, pesquisas e extensão rural, através dos órgãos competentes (Embrapa, Ceplac, Universidades, Adab e EBDA) - e dos produtores, ao adaptar-se com a diversificação e industrialização da produção”.
Dentro da mesma filosofia, o Governo do Estado vai implementar outras ações para alavancar a economia da região, como o incentivo ao cultivo de flores, pupunha e frutas, além da produção de piaçava e da pecuária de leite. “Dessa maneira, agregamos valor ao produto e não nos limitamos ao repasse da matéria-prima. Isso gera um aumento da produção e mais emprego no campo que, mesmo com a crise que passa a região, emprega cerca de 14% da mão –de- obra rural da Bahia”, enfatizou Geraldo Simões.
Além da contratação de técnicos, que serão integrados aos quadros da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) – para prestar assistência técnica, com a difusão de novas tecnologias, a capacitação profissional e o acompanhamento permanente aos produtores nos projetos de diversificação – a previsão é que sejam instaladas, por intermédio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), 20 fábricas de chocolate na região que compreende os territórios Litoral Sul, Rio de Contas, Vale do Jequiriçá e Baixo Sul. As unidades de processamento atendem aos objetivos do Programa de Industrialização de Cacau em Pequena Escala, que apresentará produtos diferenciados feitos de cacau fino e especial e de cacau orgânico. O plano será lançado no próximo dia 11.
Ascom/Seagri – 03.07.08
Manuela Matos
3115.2794