Cacauicultores vão poder renegociar as dívidas em 30 dia

07/07/2008

Cacauicultores vão poder renegociar as dívidas em 30 dia

 

Dentro de aproximadamente 30 dias os cacauicultores baianos vão poder renegociar suas dívidas. Essa foi à conclusão da reunião da última sexta-feira (4), em Fortaleza, entre representantes do Governo da Bahia, Ministério da Agricultura (Mapa), Ceplac, Banco do Brasil e Banco do Nordeste. O principal tema foi à adequação da Medida Provisória (MP) 432, o que significa acelerar a operacionalização da primeira etapa do Plano de Desenvolvimento e de Diversificação Agrícola na Região Cacaueira, o PAC do Cacau, no que se refere ao tratamento diferenciado da dívida e a liberação de novos recursos para a região.
Para o secretário da Agricultura e coordenador do PAC, Geraldo Simões, que propôs algumas alterações na MP a ser regulamentada até o dia 17 deste mês, os cacauicultores foram privilegiados com um artigo especifico tratando exclusivamente dessa divida, contudo é preciso que eles conheçam os benefícios.
“As mudanças apresentadas vão garantir negociações, ainda, melhores, além da inclusão de um número maior de produtores. Os descontos para a quitação do debito chegam até 80%, sem contar que ele estará apto para pegar um recurso e investir da recuperação e diversificação da produção”, afirmou.   
Em relação as estratégias de sensibilização, Simões destacou que não adianta ter um programa, o qual o seu público alvo não sabe como ele funciona. “A nossa idéia é reunir forças para tirar todas as dúvidas dos produtores, desde a renegociação até o investimento do novo recurso. Para chegar as diversas localidades vamos lançar uma campanha publicitária envolvendo os diversos meios de comunicação, além de atividades no campo”, explicou.
A partir dessa semana cerca de oito mil produtores estará recebendo em suas residências a carta de adesão ao programa. Os interessados devem comparecer até o dia 30 de setembro, para assinar o termo manifestando a vontade de fazer a renegociação. Vale lembrar que só serão beneficiados pelo PAC aqueles que fizerem a adesão ao programa no prazo estipulado, assim como tomar novos empréstimos.

Ações complementares

Segundo o diretor de Programa do Mapa, Gerardo Fontelles, que também esteve na reunião, o PAC do Cacau terá um impacto surpreendente, tendo em vista que existe uma aptidão natural da região e de ser a maior área de diversificação agrícola do país. “Essa é a oportunidade da região cacaueira se reerguer, os Governos Federal e Estadual estão empenhados para isso. Tudo foi analisado e constatamos que o produtor que se dedicou e introduziu novas tecnologias está com uma boa produtividade”, falou.
Fontelles também fez questão de destacar os programas desenvolvidos pelo Governo da Bahia, através da Seagri, para complementar as ações do PAC. “A introdução de atividades consorciadas ao cacau, como frutas, piaçava, pupunha, flores, além do incentivo ao cooperativismo e a industrialização da produção vai contribuir para o desenvolvimento da região e reafirmar o compromisso do governo com os agricultores”.
Na próxima segunda-feira (14) será lançado o Programa de Industrialização de Cacau em Pequena Escala, que prevê a instalação de 20 fábricas de chocolate na região que compreende os territórios Litoral Sul, Rio de Contas, Vale do Jequiriçá e Baixo Sul.


Ascom/Seagri – 07.07.08
Manuela Matos