Preço de suíno na exportação aumenta 34% no 1º semestre

08/07/2008

Preço de suíno na exportação aumenta 34% no 1º semestre 


 

O mercado aquecido para a carne suína fez os preços voltarem a subir na exportação em junho passado. Num mês em que os volumes exportados somaram 51.731 toneladas, 2,77% mais do que em igual período de 2007, a receita totalizou US$ 147,498 milhões, aumento de 39,14% ante junho do ano passado. Com isso, o preço alcançou US$ 2.851 por tonelada - havia sido de US$ 2.106 -, segundo a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). 


No semestre, o preço da carne suína na exportação acumula valorização de 33,92% sobre os primeiros seis meses de 2007. A receita também é crescente no período - 28,99%, para US$ 707,866 milhões, mas o volume acumulado recuou 3,68%, para 270.674 toneladas. 


A Rússia continua sendo o principal cliente da carne suína brasileira, mas os volumes no semestre recuaram 15,4%, o que explica a queda nos números totais. O país, que responde por quase 43% dos embarques brasileiros de carne suína, comprou 115,8 mil toneladas de janeiro a junho. 


Enquanto a Rússia perde espaço, cresceram as vendas para Hong Kong, Ucrânia, Argentina e Cingapura, segundo a Abipecs. 


Hong Kong, aliás, já é o segundo destino da carne suína brasileira, com compras de 59.140 toneladas no primeiro semestre, aumento de 38,45% em relação ao intervalo de janeiro a junho do ano passado. Na avaliação da Abipecs, o crescimento das vendas para Hong Kong compensa a redução de embarques para a Rússia. 


Pedro de Camargo Neto, presidente da Abipecs, disse, em nota, que a recente abertura do mercado chileno às exportações de carne suína de Santa Catarina, "embora com atraso, ajudará o setor a superar as vendas de 2007". Acrescentou, porém, que "novos frigoríficos de Santa Catarina precisam ser incluídos na lista dos habilitados". O Chile habilitou apenas uma unidade do Mabella e outra da Aurora. 


O dirigente está na China, onde visitou a China International Foodstuff Exposition (CIFE), com o objetivo de desenvolver parcerias com o setor importador de carne suína do país. Recentemente, a China reduziu o imposto de importação de carne suína, o que, para Camargo Neto, é sinal do interesse de Pequim em facilitar as importações. "Precisamos destravar a questão sanitária junto à autoridade da área na China. Esperamos obter mais informações em reuniões em Pequim nesta semana", disse em nota.