Vale do São Francisco gera milhares de empregos

08/07/2008

Vale do São Francisco gera milhares de empregos

 

Impulsionado pela fruticultura irrigada, Juazeiro é um dos municípios que mais criam vagas no interior
  

 

O cultivo de cana-de-açúcar, manga, uva e outros negócios agrícolas vem alavancando o número de empregos com carteira assinada no interior da Bahia. O último levantamento do Ministério do Trabalho, referente a maio, mostrou que dos 13.629 novos postos gerados no estado, 8.244 (60,5%) surgiram nas cidades interioranas. Somente no município de Juazeiro (distante cerca de 502km da capital baiana) foram criados 2.099 postos de trabalho, mais oportunidades do que a soma de todas as vagas em Sergipe (174), por exemplo. Esta oferta ocorre, principalmente, em função da demanda de trabalhadores criada pela fruticultura irrigada no Vale do São Francisco.

O coordenador de intermediação para o trabalho e seguro desemprego da Secretaria estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Hildásio Pitanga, afirma que Juazeiro é uma das cinco cidades da Bahia que mais se destacam no quesito geração de empregos, juntamente com Salvador, Camaçari e Feira de Santana. “Além dos trabalhos sazonais, ligados basicamente às colheitas, muitos postos de trabalho surgem todos os meses em função do agronegócio e comércio. Esta é uma região que não foge à regra do momento atual da economia brasileira: as vagas de trabalho existem também por causa das exportações”, diz ele, complementando que atualmente a região é uma das maiores exportadoras de frutas frescas do Brasil, a exemplo da manga, uva e melão.

Segundo Pitanga, em 2007, 15 mil pessoas foram admitidas na região, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No acumulado de janeiro a maio deste ano, foram 5.762 novas admissões, sendo que 41% deste total foi para trabalhar na agricultura, 6% na pecuária e 6% no comércio. Quanto ao alto volume de postos na agricultura, produtores afirmam que são, em média, dois empregos por hectare irrigado. Com a manga, esse número sobe para dois por hectare e, com a uva, cinco por hectare. “Embora seja de carteira assinada, a maioria desses empregos é sazonal”, ressalta.

Quanto às novas oportunidades, o coordenador declara que entre julho e agosto cerca de duas mil vagas deverão surgir em prol da safra de cana-de-açúcar, uva e manga. “O segundo semestre é mais propício para o surgimentos de mais oportunidades de trabalho. Primeiro, pelo período coincidir com a safra de alguns produtos. Segundo, pelo aquecimento do próprio comércio, com datas comemorativas como o Natal”, pontua Pitanga. Ele revela ainda que em breve Juazeiro contará com mais oportunidades, pois a cidade servirá de sede para uma fábrica de calçados, que deve gerar cerca de 80 novos postos, um supermercado, com pelo menos cem vagas, e mais duas lojas de eletrodomésticos, com mais 60 novos postos.