Seagri empossa técnicos para atuar no PAC do Cacau
Trinta e nove técnicos contratados para atuar nas ações do Plano de Desenvolvimento e do Agronegócio na Região Cacaueira (PAC do Cacau) serão empossados hoje.
Ao todo, serão contratados 141 profissionais, por intermédio da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), integrados aos quadros da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) para atuar na assistência aos micro, pequenos, médios e grandes produtores, além de assentamentos e quilombolas.
A posse dos novos técnicos acontece às 14h, no auditório da Diretoria Regional de Educação (Direc 7), em Itabuna.
Capacitação – Os contratados iniciam os trabalhos na próxima semana, em conjunto com a Ceplac, órgão com cinco décadas de experiência em assistência técnica e extensão rural.
"A capacitação profissional e o acompanhamento permanente, além da assistência técnica, com a difusão de novas tecnologias, vão garantir o êxito dos projetos de diversificação, já que os produtores também receberão apoio para a obtenção de novas linhas de crédito", afirma o secretário da Agricultura e coordenador do PAC do Cacau, Geraldo Simões.
Mudas resistentes – O plano prevê a implantação de 150 mil hectares de cacau com clones, com mudas de alto rendimento e resistentes à praga da vassoura-de-bruxa, e adensamento da lavoura, com o aumento do número de plantas por hectare.
Também estão previstos o cultivo de 100 mil hectares de dendê e mesma extensão de seringa, que serão absorvidos na produção de biocombustíveis e nas indústrias de pneumáticos.
Fábricas de chocolate
Na segunda-feira, às 9h, será lançado, no auditório Jorge Amado, na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), o Programa de Industrialização de Cacau em Pequena Escala, desenvolvido pela Seagri, com a previsão de instalar 20 fábricas de chocolate na região, que compreende os territórios Litoral Sul, Rio de Contas, Vale do Jequiriçá e Baixo Sul.
Uma das propostas do PAC do Cacau é que o sul da Bahia deixe de ser apenas produtor de matéria-prima, já que o cacau em amêndoa movimenta cerca de R$ 300 milhões por ano e o mercado de chocolate atinge, anualmente, R$ 4 bilhões.
As fábricas apresentarão produtos diferenciados, feitos de cacau fino e especial e de cacau orgânico.
Também serão aproveitados os subprodutos como mel e polpa, para produção de sucos, geléias, vinhos, aguardentes e resíduos do cacau que poderão gerar energia alternativa.