Commodities Agrícolas

14/07/2008

Commodities Agrícolas

 

 

Na trilha do petróleo


Influenciadas pelo novo preço recorde do petróleo, as cotações do açúcar fecharam em alta na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro encerraram a sessão negociados a 13,99 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 38 pontos, ao passo que os futuros para entrega em março subiram 45 pontos e atingiram 15,53 centavos de dólar. Chamou a atenção dos traders a notícia de que o governo do Sudão convidou empresas brasileiras a investir em pelo menos 18 plantas para a produção de etanol a partir de cana do país africano. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal registrou valorização de 0,86% e atingiu R$ 27,08. Neste mês de julho, os ganhos acumulados do indicador já alcançam 3,16%. 


Tombo em Nova York


Movimentos técnicos e a falta de tempestades tropicais no horizonte americano - que sempre podem prejudicar a produção de laranja do país - determinaram a forte queda das cotações do suco de laranja na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 1,2170 por libra-peso, em baixa de 585 pontos - mesma variação observada para os papéis com entrega em setembro, que fecharam a US$ 1,2305. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou a previsão para a produção de laranja da Flórida e colaborou para o tombo. No país, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada às indústrias saiu por R$ 11,18 na média paulista, segundo levantamento realizado pelo Cepea/Esalq. 


Preço sobe no campo...


O índice de preços recebidos (IqPR) pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado - encerrou a primeira quadrissemana de julho com variação positiva de 3,37%. A forte valorização foi determinada pelo comportamento das cotações no grupo de seis produtos de origem animal - que, em média, subiu 8,92% puxado pelos saltos de carne bovina (11,99%) e carne de frango (10,55%). No grupo de 13 produtos vegetais, que registrou alta média de 1,13%, os destaques foram os aumentos do tomate para mesa (28,38%), da laranja destinada às indústrias de suco (15,50%) e da soja (12,01%). A disparada do tomate, segundo o IEA, decorre dos danos à produção causados pelo frio. 


...e no atacado de SP


O indicador da RC Consultores que mensura o comportamento dos preços de uma cesta de 17 produtos agropecuários no atacado paulista, que não registra variações negativas desde o início de abril, encerrou o intervalo entre os dias 5 e 10 de julho em alta de 1,3%, sinal de que a pressão dos alimentos sobre a inflação ainda tem fôlego. Em alta para os produtores, as cotações do tomate foram as que mais subiram no atacado no período (22,6%), mas também houve valorizações para soja, frango abatido, açúcar, leite (tipos B e C), ovos e laranja. Os preços de algodão, suíno, arroz e milho não variaram, de acordo com o levantamento da consultoria, e houve quedas nos casos de café, boi gordo, feijão, batata e trigo. No mês, o índice já acumula alta de 3,7% sobre junho.