Cacauicultura terá R$ 17 milhões
O governo do Estado lançou, na manhã de ontem, o Programa de Industrialização do Cacau, que prevê a instalação de 20 unidades de processamento em pequena escala nas regiões do Rio de Contas, litoral sul, Vale do ]equiriçá e baixo sul, com investimento inicial de R$ 17 milhões. A iniciativa é parte das ações do Plano de Desenvolvimento e Diversificação do Agronegócio na Região Cacaueira (PAC do Cacau). Na solenidade, foi assinado o termo de cooperação técnico financeira pela Seagri, Ceplac e Uesc e os bancos do Brasil, Nordeste e Desenbahia, na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Simões, destacou que essa é uma linha de financiamento que beneficia os 35 mil produtores de cacau, dos quais 25 mil já podem ter acesso imediato aos recursos. Os demais também terão acesso, à medida que forem renegociando seus débitos. Em linhas gerais, os contratos terão taxas de juros a partir de 4,75% a 6% ao ano, com repasse do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), através do Banco do Nordeste e Desenbahia, mas o interessado pode escolher entre as linhás de financiamento a que mais se adequa a seu projeto e garantias. Simões salienta que o programa abre perspectivas para que os cacauicultores passem de vendedores e matéria-prima a fabricantes de chocolates, especialmente finos e orgânicos, que agregam mais valor ao produto cacau. A verticalização da produção regional com chocolates e derivados de qualidades especiais também pode criar nietios específicos desse mercado que atravessa grande expansão no Brasil e exterior.
O segmento passa por um processo de amadurecimento similar ao que ocorreu com o mercado de vinhos e azeites, incorporando selos de qualidade e certificados de origem que promovem a valorização do produto e a região produtora. "A Bahia é o maior produtor de cacau do País, e, na região sul do Estado, que concentra o maior número de hectares plantados, não existe nenhuma fábrica de chocolate", frisa Simões.