Commodities Agrícolas

17/07/2008

Commodities Agrícolas

 


Produção pode crescer

Os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem, pressionados pelo recuo no mercado de energia. Analistas ouvidos pela Bloomberg afirmaram que as cotações do petróleo em baixa podem desestimular a demanda por biocombustíveis a partir da cana e fomentar a produção de açúcar no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram a 15,32 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 25 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para outubro fecharam o dia a US$ 391,90 a tonelada, com baixa de US$ 1,10. No Brasil, a produção recorde de cana também ajuda a tirar sustentação das cotações da commodity. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 27,45, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Compras especulativas

Os preços do cacau no mercado futuro encerraram em alta ontem, puxados pelas compras especulativas, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. Em Nova York, os contratos com vencimento em setembro subiram US$ 55, para US$ 3.019 por tonelada. Em Londres, os papéis que também vencem em setembro avançaram 28 libras esterlinas, para 1.568 libras por tonelada. As cotações chegaram a recuar ao longo do dia, em um momento de poucas novidades sobre os fundamentos da commodity. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba de cacau foi negociada, na média, por R$ 73,30, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC). O preço ficou ligeiramente abaixo da média registrada na terça-feira, de R$ 74. 


Influência do dólar

Os preços do suco de laranja encerraram em baixa ontem em Nova York. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o segundo recuo consecutivo deveu-se à alta do dólar, que reduz a demanda pela commodity, e à menor ameaça das tempestades na Flórida, segundo maior pólo cítrico mundial, depois de São Paulo. "O dólar em alta vai puxar um pouco o preço [do suco de laranja] para baixo. E as tempestades do Atlântico não vão ameaçar nada", disse W. Stewart Mann, estrategista-sênior da LaSalle Futures, em Chicago. Em Nova York, os contratos de suco com vencimento em novembro caíram 90 pontos, para US$ 1,27 por libra-peso. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias foi negociada por R$ 11,83, segundo o Cepea/Esalq. 


Na esteira dos grãos

Os preços futuros do algodão subiram ontem em Nova York, pelo segundo pregão consecutivo, seguindo a guinada de outras commodities. Os contratos para dezembro registraram alta de 12 pontos (ou 0,2%), na bolsa de Nova York, encerrando o dia cotados a 73,83 centavos de dólar por libra-peso. "As commodities agrícolas acompanham umas a outras", disse Jim Nunn, da Nunn Cotton, de Tennessee (EUA). Segundo o analista Michael Stevens, do Swiss Financial Services, o algodão também subiu devido a especulações de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgue hoje números mostrando alta nas exportações americanas. Em São Paulo, a libra-peso do algodão fechou a R$ 1,2758, com recuo de 0,17%, segundo o índice Cepea/Esalq.