Commodities Agrícolas

18/07/2008

Commodities Agrícolas

 


Forte queda em NY
 
Os preços futuros do açúcar fecharam com forte queda na quinta-feira, nas bolsas internacionais, atingindo o menor patamar dos últimos quatro meses, pressionados por notícias de que a demanda por álcool combustível no mercado internacional poderá recuar, como reflexo da desaceleração da economia global. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram o dia a 14,29 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 102 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para dezembro fecharam a US$ 382 a tonelada, com baixa de US$ 16,90. No mercado paulista, a saca de 50 quilos do açúcar fechou a R$ 27,43, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a alta é de 4,3%. A valorização do produto no mercado interno reflete a menor oferta neste início de safra. 

Fundos liquidam
 
O movimento de vendas de fundos e especuladores no mercado internacional derrubou na quinta-feira os preços futuros do café. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,3765 a libra-peso, com baixa de 330 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro encerraram o pregão a US$ 2.348 a tonelada, recuo de US$ 10. Analistas ouvidos pela Bloomberg informaram que boa parte das commodities agrícolas recuou por conta do forte movimento de vendas de posições no mercado. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 245,77, com recuo de 1,83%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a desvalorização chega a 7%. A forte baixa no mercado interno reflete o avanço da colheita do arábica em Minas Gerais e São Paulo. 

Fim da greve
 
O fim da greve do setor de transporte na Costa do Marfim, maior produtor e exportador de cacau do mundo, derrubou os preços futuros da amêndoa na quinta-feira. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro fecharam a US$ 2.933 a tonelada, baixa de US$ 86. Na bolsa de Londres, os contratos para dezembro encerraram a 2.348 libras esterlinas, queda de 10 libras. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou a R$ 72,30, com recuo de R$ 1, informou a Central Nacional dos Produtores de Cacau. O Ministério da Agricultura deverá apresentar em setembro proposta para a implementação de preços mínimos para o setor cacaueiro. No Brasil, a produção está estimada em 130 mil toneladas. A Bahia responde por 65% da oferta nacional. 

Demanda fraca
 
Os preços futuros do algodão fecharam em queda na quinta-feira, na bolsa de Nova York, com a expectativa de redução no consumo global da pluma por conta da desaceleração da economia global, afirmam analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro encerraram a 73,11 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 72 centavos. O mercado físico de algodão segue parado, o que ajuda a tirar o suporte das cotações da commodity, No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,268 a libra-peso, com recuo de 0,61%, segundo o índice Cepea/Esalq. A queda reflete a decisão das indústrias têxteis de sair do mercado, uma vez que a colheita de algodão avança no Centro-Oeste do país, sobretudo no Mato Grosso, conforme o Cepea.