Commodities Agrícolas
É a economia...
Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, após notícias de que os investidores vão reduzir as apostas em commodities agrícolas por conta da expectativa de desaquecimento global da economia. Na bolsa de Nova York, os contratos para setembro fecharam a US$ 1,3730 a libra-peso, com recuo de 45 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para setembro encerraram o dia a US$ 2.347 a tonelada, com baixa de US$ 29. Segundo informações de Rodrigo Costa, da corretora Newedge, de Nova York, à Bloomberg, o capital especulativo está retirando suas posições das commodities em geral. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 246,64, com recuo de 0,25%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a desvalorização é de 5,57%.
Embarques lentos
Os preços futuros do cacau fecharam em alta ontem, nas bolsas internacionais, puxados por notícias de que os embarques da amêndoa no oeste da África poderão recuar, segundo informou a agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro fecharam a US$ 2.834 a tonelada, com alta de US$ 24. Na bolsa de Londres, os contratos de dezembro fecharam a 1.467 libras esterlinas a tonelada, aumento de 10 libras. Analistas ouvidos pela Bloomberg informaram que o escoamento do cacau recuou nos Camarões, quinto maior produtor mundial, e na Costa do Marfim, maior produtor global. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau fechou a R$ 70, com baixa de R$ 0,60 sobre sexta-feira, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Na contramão
Enquanto boa parte das commodities agrícolas registra quedas nas bolsas internacionais, os preços futuros do suco de laranja seguem firmes, impulsionados por notícias de que a tempestade tropical Dolly poderá se converter em furacão e atingir as regiões produtoras de laranja da Flórida. O Estado é o segundo maior produtor mundial de suco. Na bolsa de Nova York, os contratos para novembro fecharam a US$ 1,3105 a libra-peso, com alta de 140 pontos. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, a tempestade, que poderá ser transformar em furacão ainda hoje, está na região do Golfo do México e se aproxima da costa do Texas. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou a R$ 11,60, segundo o Cepea/Esalq.
Dolly ameaça
Assim como boa parte das commodities em geral, o algodão também tem sido influenciado por notícias de que a demanda pelo produto poderá recuar com o desaquecimento da economia global. Em Nova York, os contratos para dezembro fecharam ontem a 72,78 centavos de dólar por libra-peso, queda de 46 pontos. Analistas ouvidos pela Bloomberg informaram que as indústrias têxteis estão reduzindo suas compras. Já os fundamentos podem ser positivos para pluma, se a tempestade tropical Dolly, que poderá se transformar em furacão, atingir as áreas produtoras da costa do Texas. O Estado é o maior produtor dos EUA. Os fortes ventos poderão atingir as maçãs de algodão, afetando a qualidade da pluma. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,2667, segundo o Cepea/Esalq.