Commodities Agrícolas
A expectativa de desaceleração econômica global e de que sejam de fato adotados controles mais rígidos das autoridades americanas nos mercados futuros de commodities agrícolas derrubou as cotações do açúcar ontem na bolsa de Nova York, de acordo com informações da agência Bloomberg. Os papéis para entrega em outubro recuaram 12 pontos, para 12,32 centavos de dólar por libra-peso, ao passo que os futuros com vencimento em março encerraram o pregão negociados a 13,72 centavos de dólar, em queda de 14 pontos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal registrou queda de 0,21%, para R$ 27,89. Com isso, a valorização acumulada neste mês de julho diminuiu para 6,25%.
Clima no Brasil
O bom clima das áreas de colheita de café no Brasil, que deve produzir uma safra recorde do grão, deve ampliar a oferta no mercado, o que puxou a queda do preço da commodity ontem, segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. Em Nova York, os contratos de arábica com vencimento em dezembro recuaram 200 pontos, para US$ 1,3905 por libra-peso. Em Londres, os papéis de robusta que vencem em setembro fecharam em baixa de US$ 30, a US$ 2.321 por tonelada. O recuo de outras "soft commodities", como suco de laranja e açúcar, também colaborou para a queda. No mercado doméstico, o preço da saca de 60 quilos recuou 1,65%, para R$ 241,55, de acordo com o índice Cepea/Esalq. Em julho, o preço da saca acumula baixa de 8,57%.
Demanda encolhe
As cotações do suco de laranja encerraram a segunda-feira em baixa na bolsa de Nova York, pressionadas pela queda da demanda nos Estados Unidos. Segundo a AC Nielsen, as vendas do produto no varejo americano diminuíram 2,6% no período de quatro semanas até o dia 5 na comparação com igual intervalo de 2007. Os contratos da commodity com vencimento em setembro caíram 115 pontos e fecharam a US$ 1,1135, ao passo que novembro registrou retração de 120 pontos, para US$ 1,1525. O mercado continua atento às direções das tempestades tropicais que atualmente ameaçam pomares de laranja nos EUA. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada às indústrias de suco saiu por R$ 11,46, em média, segundo o Cepea/Esalq.
Olho no consumidor
Após três sessões consecutivas de altas, os preços do algodão recuaram ontem na bolsa de Nova York, em virtude da expectativa de que a produção americana supere o consumo neste mês, uma vez que o dólar obteve alguma valorização das últimas semanas em relação a uma cesta de moedas composta por euro e iene, entre outras. De acordo com a agência Bloomberg, os contratos com vencimento em dezembro caíram 65 pontos, para 73,85 centavos de dólar por libra-peso. Em Rondonópolis (MT), um dos principais pólos do produto no Brasil, a arroba permaneceu em R$ 39,30, em média, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato). O pico deste mês, observado entre os dias 1º e 9, foi R$ 40,20.