Disputa acirrada pelo arroz da Conab
Todo o arroz ofertado ontem pelo governo foi comercializado com ágio. Os preços praticados no leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chegaram próximos aos do mercado físico. O volume menor ofertado (60 mil toneladas) pode explicar a maior disputa. Mas também indicar que os produtores estariam segurando a safra e, com isso, as indústrias precisando buscar arroz público. Governo e a cadeia produtiva se reúnem dia 6 para discutir a continuidade ou não de intervenção.
No Rio Grande do Sul, os lotes tiveram preços de abertura entre R$ 25 a R$ 28 a saca (50 quilos), com média final de R$ 31,66 a R$ 32 a saca - em casos de produto com maior qualidade, chegou a R$ 34 a saca. Hoje, o mercado físico no estado está em R$ 33 a saca. Segundo Rubens Silveira, diretor-comercial do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), a procura pelo produto tem sido maior pelas indústrias pequenas. As grandes estariam abastecidas - fizeram compras de 60 a 90 dias em abril e maio - e, por isso, o comportamento do mercado, em julho era de estabilidade. Ele acredita que 55% da safra gaúcha esteja comercializada.