Seminário discute as vantagens e os desafios na produção da mamona
Discutir os rumos da pesquisa, industrialização na ricinoquímica, produção de biocombustíveis e geração de emprego e renda para mais de um milhão de pessoas na cidade e no campo em diversas regiões produtoras de mamona do país.
Estes são alguns dos desafios do III Congresso Brasileiro da Mamona, que a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e a Embrapa realizam até amanhã, no Bahia Othon Palace Hotel, em Salvador, com tema central "Energia e ricinoquímica".
A cultura da mamona, reconhecida como uma das culturas mais versáteis e rentáveis na área da bioenergia, será debatida por mais de 800 pesquisadores, produtores, industriais de extração de óleo, representantes de empresas de fomento, universidades e ONGs.
Produtividade - O secretário de Agricultura, Geraldo Simões, espera que a participação intensa de especialistas nessa área, no congresso, resulte em "grandes idéias e propostas, de maneira que cultivo de mamona não se contraponha à produção de alimentos, mostrando que é viável a utilização da mamona numa mistura como o biocombustível".
Simões destacou ainda ações realizadas para melhorar a produtividade da mamona na Bahia.
"Estamos trabalhando muito para prestar assistência técnica de qualidade na agricultura familiar, que é o forte da produção de mamona no estado, além de estarmos distribuindo material genético de qualidade e insumos e apoiando a mecanização".
Aumento da renda - A pesquisa e o lançamento de duas variedades de mamona de qualidade, desenvolvidas pela EBDA, também foram lembradas pelo secretário.
"As novas variedades e todas essas ações têm o mesmo objetivo do presidente Lula, que é de melhorar a renda e a qualidade de vida dos agricultores familiares, com o aumento da produção e da produtividade no estado".
Safra maior
Hoje a Bahia responde por 84% da área plantada com mamona na safra 2007/2008, com 141 mil hectares - 15% maior do que na safra anterior - com expectativa de colheita de 90 mil toneladas de bagas.
O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial, com 146 mil hectares de área plantada. A posição da Bahia e do Brasil foi lembrada pelo chefe da Embrapa Algodão, Napoleão Beltrão.
"A Bahia é o centro da produção de mamona na América Latina. O estado tem hoje 200 municípios zoneados com aptidão para a cultura da mamona. Acreditamos que o Nordeste possui quatro milhões de hectares e a mamona pode ser um componente muito importante, principalmente com o pilar social dentro do contexto do biocombustível".