Commodities Agrícolas
Exportações sobem
As exportações brasileiras de café encerraram julho com receita de US$ 330,661 milhões, aumento de 10,7%. Em volume, os embarques totalizaram 2,031 milhões de sacas de 60 quilos, recuo de 10% sobre julho de 2007, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No acumulado do ano, a receita somou US$ 2,413 bilhões, alta de 13,4% sobre janeiro a julho de 2007. Em volumes, foram 14,872 milhões de sacas embarcadas, baixa de 6,6% sobre os sete meses de 2007. Ontem, os preços futuros do grão fecharam em queda nas bolsas. Em Nova York, os contratos de dezembro fecharam a US$ 1,4170 a libra-peso, com recuo de 225 pontos. Em Londres, os contratos de novembro encerraram a US$ 2.345 a tonelada, queda de US$ 46. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 243,91, segundo o Cepea/Esalq.
Demanda aquecida
Os preços futuros do algodão fecharam com forte alta ontem, impulsionados pela retomada da demanda por parte das indústrias têxteis, segundo informações de analistas ouvidos pela Bloomberg. A forte queda da commodity nas últimas semanas despertou o interesse de compra do algodão americano, maior exportador mundial. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro fecharam a 69,56 a libra-peso, com aumento de 53 pontos. Analistas informaram que as indústrias têxteis estão interessadas em comprar a matéria-prima com cotações abaixo de 70 centavos de dólar por libra-peso. Desde junho, a commodity acumula queda de 12% devido à fuga dos fundos e especuladores. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,2434 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.
Produção chinesa
Os sinais de tempo favorável nas lavouras americanas somaram-se ontem ao anúncio de que a China produzirá mais soja na próxima safra e puxaram nova baixa expressiva do preço da commodity. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em setembro caíram 45,50 centavos de dólar, para US$ 12,1350 por bushel. O Centro Chinês de Informações sobre Grãos e Óleos disse que a produção de soja no país crescerá 37% em comparação com a safra anterior, para 17,5 milhões de toneladas. Os dados reduziram o temor de aperto na oferta global do grão. No mercado interno, o preço da saca de 60 quilos encerrou a quarta-feira em baixa de 1,96%, para R$ 42,46, segundo o índice Cepea/Esalq. Em agosto, em apenas quatro dias úteis, a saca já acumula baixa de 9,5%.
China vai bem
Os contratos futuros do milho caíram novamente ontem nos Estados Unidos, dando continuidade a uma série de baixas iniciadas na semana passada. Segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg, as quedas nos preços se devem a especulações de que o tempo úmido favoreça as lavouras americanas e chinesas, os maiores produtores do mundo. De acordo com o Centro de Informações de Grãos da China, o país deverá colher 2,8% nesta safra. "O bom momento da China reduziu as preocupações de oferta mundial", disse Greg Grow, da Archer Financial Services. Na bolsa de Chicago, os papéis para dezembro caíram 17,25 centavos de dólar e fecharam a US$ 5,2775 por bushel. No mercado interno, a saca de 60 quilos fechou a R$ 25,16, queda de 0,72%, segundo o índice Cepea/Esalq.