Bahia bate novo recorde de exportações em julho

08/08/2008

Bahia bate novo recorde de exportações em julho

 

As exportações baianas alcançaram novo recorde histórico, atingindo, em julho, o volume recorde de US$ 1,02 bilhão, o que representou um crescimento de 76% frente a julho de 2007 e de 46,6% frente ao último mês de junho.

Os principais responsáveis pelos bons resultados foram o salto na produção e exportação de celulose, o auge da safra de grãos e os altos preços de commodities agrícolas e minerais, que elevaram as vendas externas do estado em julho.

De janeiro a julho, a Bahia exportou US$ 5,3 bilhões, um aumento de 34,3% em relação ao mesmo período de 2007. Os dados foram divulgados ontem pelo Promo (Centro Internacional de Negócios da Bahia), vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.

"O desempenho das exportações baianas no período de janeiro a julho deste ano também é recorde, demonstrando que a alta dos preços de grãos, metais, celulose e petróleo vem recuperando as vendas externas do estado", informa o superintendente do Promo, Ricardo Saback. "Esse resultado reforça a expectativa do Promo de que a projeção para este ano de US$ 8,2 bilhões em exportações será superada", avalia Saback.

Dados do Promo revelam que esses recordes foram puxados, principalmente, pelo aumento de preços no mercado internacional.

A soja e derivados, por exemplo, registraram um dos maiores crescimento de preço no ano (75%). Também aumentaram expressivamente os preços do petróleo (79%), celulose (21%), metalúrgicos (14%), dentre outros.

Por conta disso, em julho, dispararam as vendas de petróleo e derivados (201%), celulose (210%); soja (133%), metalúrgicos (53%), minerais (84%), café (41%) e sisal (40%), sendo os maiores responsáveis pelo recorde de exportações do mês.

Superávit de US$ 1,4 bi em sete meses


As importações também prosseguem aquecidas, porém sem recordes em julho. Alcançaram US$ 625,7 milhões, com elevação de 15,7% frente a igual mês do ano anterior e de 12,8% ante junho de 2008.

Com este resultado, a balança comercial do estado acumula superávit de US$ 1,4 bilhão nos sete meses do ano, 53,3% acima de igual período do ano anterior.

As importações baianas, que vinham crescendo acima das exportações, reduziram um pouco o ritmo de alta. No acumulado deste ano foram importados US$ 3,1 bilhões, aumento de 28,6% em relação aos primeiros sete meses de 2007. De janeiro a junho deste ano, o ritmo era de 31,2%.

O gerente de estudos e informações do Promo, Arthur Souza Cruz, explica que, apesar do ritmo menor, será muito difícil reverter a tendência de crescimento das importações devido ao aumento dos preços internacionais, ao dólar baixo e ao crescimento da economia.

"Os dados apurados do estado mostram que 45% das importações baianas são de matérias-primas para a indústria. Outros 15% são de máquinas e equipamentos para a produção e 11% são bens de consumo", explica.

Ainda segundo o gerente do Promo, no acumulado do ano, houve forte crescimento nas compras baianas de combustíveis e lubrificantes (88%) e de automóveis (49%) e quase metade das importações baianas é de insumos industrializados, tornando difícil uma redução do ritmo das importações em um momento de crescimento da economia e de câmbio altamente favorável.


Principal mercado comprador


Vendas de soja disparam no exterior: aumento de 133%.

Em julho, o principal mercado para os produtos baianos no exterior continuou sendo a União Européia, com quase 40% de participação e expressiva expansão de 101,7% no período, puxadas pelas compras da Alemanha, que cresceram 501%.

Individualmente, o maior mercado foi os EUA, com 22,3% de participação e crescimento de 88%, o que demonstra que as vendas para lá continuam fortes. Seguem-se Países Baixos, Argentina, Alemanha e China.
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