Exportação bate recorde no Estado
As exportações da Bahia alcançaram, em julho, um novo recorde histórico, atingindo o volume de US$ 1,02 bilhão, o que representou um crescimento de 76% em relação a igual mês do ano passado e de 46,6% ante o último mês de junho. O ótimo desempenho das vendas externas baianas é atribuído ao salto na produção e exportação de celulose, ao auge da safra de grãos e aos altos preços de commodities agrícolas e minerais Os números foram divulgados ontem pelo Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia.
De acordo com o levantamento, de janeiro a julho, a Bahia exportou US$ 5,3 bilhões, um aumento de 34,3% em relação ao mesmo período de 2007. “O desempenho das exportações baianas no período de janeiro a julho deste ano também é recorde, demonstrando que a alta dos preços de grãos, metais, celulose e petróleo vem recuperando as vendas externas do Estado”, informa Ricardo Saback, superintendente do Promo. “Esse resultado vem reforçar a expectativa do Promo de que a projeção para este ano de US$ 8,2 bilhões em exportações será superado”.
Dados do Promo revelam que esses recordes foram “puxados”, principalmente, pelo aumento de preços no mercado internacional.
A soja e derivados, por exemplo, registrou um dos maiores crescimentos de preço no ano (75%). Também aumentaram expressivamente os preços do petróleo (79%), celulose (21%), metalúrgicos (14%), dentre outros produtos. Por conta disso, em julho, dispararam as vendas de petróleo e derivados (201%); celulose (210%); soja (133%); metalúrgicos (53%); minerais (84%); café (41%); e sisal (40%).
IMPORTAÇÕES – As importações também prosseguem aquecidas, porém sem recordes em julho. Alcançaram US$ 625,7 milhões, com elevação de 15,7% ante igual mês do ano anterior e de 12,8% ante junho de 2008. De acordo com o Promo, com este resultado, a balança comercial do Estado acumula superávit de US$ 1,4 bilhão nos sete meses do ano, 53,3% acima de igual período do ano anterior.
No acumulado deste ano, foram importados US$ 3,1 bilhões, aumento de 28,6% em relação aos primeiros sete meses de 2007. De janeiro a junho deste ano, o ritmo era de 31,2%. O gerente de estudos e informações do Promo, Arthur Souza Cruz, explica que, apesar do ritmo menor, será muito difícil reverter a tendência de crescimento das importações devido ao aumento dos preços internacionais, ao dólar baixo e ao crescimento da economia. “Os dados apurados do Estado mostram que 45% das importações baianas são de matériasprimas para a indústria.
Outros 15% são de máquinas e equipamentos para a produção e 11% são bens de consumo”.