Da matriz, florescem pelo cultivo in vitro

11/08/2008

Da matriz, florescem pelo cultivo in vitro

 

A micropropagação de plantas é uma técnica que tem possibilitado a formação de indivíduos geneticamente idênticos a partir do cultivo in vitro de células, órgãos ou pequenos fragmentos extraídos de uma planta matriz.

A técnica foi apresentada, recentemente, a pesquisadores, professores, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação da Bahia.

Segundo pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, de Cruz das Almas (a 146 km de Salvador), “a micropropagação é uma forma rápida de multiplicar uma determinada planta, ou genótipo, que apresente características agronômicas desejáveis”.

Essas características podem ser, por exemplo, elevada produtividade, qualidade de grãos ou frutos, tolerância a pragas ou doenças, dentre outras.

Entre as técnicas de cultura de tecidos de plantas, a micropropagação é a de maior impacto na agricultura por permitir a produção de plantas de genótipos superiores em larga escala e isentas de patógenos.

POTENCIAL – A micropropagação tem demonstrado grande importância prática e potencial nas áreas agrícolas, florestal, na horticultura, floricultura, bem como na pesquisa básica.

A técnica também é chamada de multiplicação in vitro ou multiplicação em meio-de-cultura, e é um método de propagação vegetativa amplamente utilizado, nos dias atuais, para a produção de mudas.

A técnica consiste na separação de algumas células de tecido vegetal, fazendo com que ela se reproduza, formando uma nova planta.

“A micropropagação viabiliza a produção de um elevado número de mudas com excelentes condições sanitárias, permitindo o estabelecimento de plantios em larga escala, bastante uniformes e com rendimentos superiores aos obtidos em cultivos convencionais”, explica a pesquisadora da Embrapa, Tatiana Junghans.

FRUTAS – No o 5º Curso de Micropropagação de Plantas, ministrado pela Embrapa, entre os dias 4 e 8 deste mês, foram abordados, em especial, aspectos relacionados com a micropropagação de abacaxi, banana, mandioca e plantas ornamentais, como orquídeas, bromélias e helicônias.

“Esta técnica tem especial enfoque na produção em larga escala de plantas praticamente isentas de patógenos, na conservação in vitro e no intercâmbio de germoplasma”, explica Tatiana Junghans, que também foi uma das coordenadoras do curso, juntamente com Antônio da Silva Souza.

Os participantes do evento também aprenderam a organizar e a implementar um laboratório de cultura de tecidos bem como técnicas adequadas de como aclimatizar plantas cultivadas in vitro.