Mudas que chegam na hora certa

11/08/2008

Mudas que chegam na hora certa


 

Em dois anos, no máximo, trabalhadores rurais assentados e pequenos agricultores, com até 20 hectares, do sul, extremo sul e baixo sul do Estado, esperam duplicar a renda, hoje em torno de um salário mínimo, com a produção da mudas frutíferas de cupuaçu, açaí, graviola, goiaba, jenipapo, cajá e cacau.

As famílias que hoje fazem parte do Programa Mata Verde, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura do Estado, junto com a Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), receberam as mudas na hora certa.

É o que garante Joelson Ferreira de Oliveira, presidente da Cooperativa do Assentamento Terra Vista (Cooprasul), no município de Arataca, que tem uma fábrica de doces que estava parada por falta de matéria-prima.

Os assentamentos Rio Aliança e Terra Vista receberam 25 mil mudas e o Nova Ipiranga e Açucena, na região de Itajuípe, cerca de 40 mil mudas, pesquisadas na Embrapa e distribuídas pela Biofábrica de Cacau, responsável pela multiplicação do material.

A meta é produzir doces, sucos e polpas, que serão absorvidos pela Companhia de Abastecimento da Bahia (Conab), para distribuir nas escolas, creches e asilos dos municípios regionais.

BIOFÁBRICA – O Programa Mata Verde, que tem parceria com os ministérios da Integração Nacional, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário, Ceplac, Universidade Estadual de Santa Cruz e Sebrae, já distribuiu em 58 municípios 1,3 milhão de mudas, das quais um milhão de cacau e 300 mil de fruteiras.

O diretor-geral,Moacir Smith Lima, destaca que uma cota de cacau foi também para a região de Bom Jesus da Lapa, onde agricultores familiares fazem experiência com a cultura.

A Biofábrica também já dispõe de mudas de abacaxi imperial resistentes à fusariose, além da multiplicação de muda de bananeira resistente ao mal-de-panamá e à sigatoka amarela e especialmente à sigatoka negra.