Commodities Agícolas

12/08/2008

Commodities Agícolas

 

 

Demanda retraída

Os preços futuros do cacau fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, pressionados pelas notícias de que a demanda pela amêndoa poderá recuar por conta do desaquecimento global da economia, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro fecharam a US$ 2.689 a tonelada, baixa de US$ 27. Na bolsa de Londres, os contratos para dezembro encerraram a 1.466 libras esterlinas a tonelada, recuo de 1 libra. O governo americano divulgou que as vendas no varejo de produtos derivados de cacau caíram pela primeira vez em cinco meses em julho, enquanto a inflação aliviou no período. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação da arroba do cacau fechou a R$ 69,30, queda de 1,5%, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau. 


Dólar pressiona queda

Os preços futuros do algodão fecharam em queda ontem, pressionados por especulações de que a valorização do dólar poderá inibir as exportações americanas da pluma. Em Nova York, os contratos para dezembro fecharam a 68,74 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 43 pontos. A China, um dos maiores importadores de algodão, também decidiu que irá comprar menos matéria-prima dos EUA. Neste primeiro semestre, os chineses importaram mais algodão da Índia, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Os volumes importados pelos chineses da Índia somaram 540 mil toneladas nos primeiros seis meses, 50% mais que igual período de 2007. Dos EUA, compraram 407 mil toneladas, 12% a menos. Em São Paulo, o algodão fechou a R$ 1,2272 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq. 


Relatório otimista

Os preços futuros da soja fecharam em alta ontem, como reflexo das compras de fundos e especuladores no mercado. Analistas ouvidos pela Bloomberg afirmaram que a forte queda dos grãos nos últimos pregões estimulou a recompra de posições. Em Chicago, os contratos para setembro encerraram o dia a US$ 11,8950 o bushel, alta de 12,50 centavos. Segundo relatório do Goldman Sachs, os preços da soja, do milho e do petróleo deverão puxar a recuperação das commodities até o fim do ano. O relatório indica que apesar das melhores condições de plantio para os grãos, os preços mais baixos vão induzir ao aumento da demanda por essas matérias-primas. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou ontem a R$ 42,60, com recuo de 0,33%, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Diversificação de cultura

Os preços futuros do trigo fecharam com forte alta ontem, impulsionados por notícias de que a alta dos preços dos grãos neste ano estimulou os produtores de trigo americanos a diversificar a produção para outras culturas. Na bolsa de Kansas, os contratos para dezembro fecharam a US$ 8,4925 o bushel, com aumento de 28,50 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro encerraram o dia a US$ 8,1850 o bushel, com elevação de 28,25 centavos. Muitos produtores americanos que iriam plantar o trigo de inverno a partir de setembro poderão migrar para o milho. Parte deles deixará as terras sem plantio para manter os nutrientes para apostar em outros grãos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 30,52, segundo o Deral.