Agropecuária expele 6,6 bi de toneladas de gases por ano
Conforme o IPCC, em 2005, o setor agrícola jogou na atmosfera entre 5,1 e 6,6 bilhões de toneladas de CO2-eq, montante formado pelo metano (CH4) oriundo das fezes do gado e dos alagados de arroz – pela decomposição da vegetação em água parada – e o óxido nitroso (N2O) expelido no uso de fertilizantes e queima de biomassa. Estão fora desta conta as emissões de gás carbônico provenientes das queimadas.
O desmatamento em todo o mundo responde por mais de 17,4% das emissões totais dos gases do efeito estufa. E nesse item o Brasil está mal na fita. A derrubada de florestas coloca o País em 4° lugar entre os maiores emissores de CO2 do planeta.
Um inventário do governo federal realizado em 1994 indicou que o Brasil emitia por ano 1,48 bilhão de toneladas de CO2-eq, e, desse total, 75% vinham da derrubada das florestas, principalmente na região amazônica.
A concentração de CO2, CH4 e N2O, principais responsáveis pelo efeito estufa, vem aumentando na atmosfera desde a Revolução Industrial, final do século 18.
A ciência criou escalas de concentração diferentes para medir o gás carbônico (contabilizado em partes por milhão – ppm) e o metano e o óxido nitroso (partes por bilhão – ppb). A razão é simples: o CH4 e o N2O têm uma capacidade bem maior de reter o calor que o CO2. ( B. T.)