Commodities Agrícolas

18/08/2008

Commodities Agrícolas

 


Dólar derruba

Os preços futuros do café caíram na sexta-feira, pelo terceiro pregão consecutivo, diante de especulações de que a valorização do dólar reduzirá o apelo pelas commodities negociadas na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em dezembro caíram 225 pontos (1,6%) e fecharam cotados a US$ 1,368 por libra-peso. A greve de caminhões na Colômbia - o terceiro maior produtor de café do mundo, atrás de Brasil e Vietnã - não afetou tanto o mercado como se esperava, disse Raymond Keane, trader da Balzac Bros.& Co, da Carolina do Sul. "A greve não terá efeitos tão extensivos quanto uma geada, por exemplo", disse ele. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do café ficou em R$ 243,77, com queda de 0,45 %, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a perda é 2,25 %. 


Chineses preocupam

Os preços futuros da soja fecharam em queda na sexta-feira, na bolsa de Chicago, a maior baixa desde o dia 8 de agosto. Na bolsa de Chicago, os contratos para novembro encerraram o pregão a US$ 12,19 o bushel, com queda de 55 centavos de dólar. Os papéis foram influenciados por especulações de que os compradores chineses irão cancelar encomendas de óleo de soja, uma vez que os preços internos dos óleos vegetais na China estão recuando mais rapidamente que as cotações internacionais. Segundo o analista Gao Yingbin, da China Cereals and Oils Business Net., nos últimos 15 dias traders chineses cancelaram cinco carregamentos de soja. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do grão fechoua a R$ 43,32, queda de 1,12%, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Tombo olímpico

A valorização de 0,8% do dólar frente a uma cesta de moedas - entre elas o euro e o iene - derrubou na sexta-feira os contratos futuros do milho negociados no mercado americano. O grão teve a maior queda desde o pregão do último dia 4. Na bolsa de Chicago, os papéis para entrega em dezembro fecharam com a cotação de US$ 5,495 por bushel, uma queda de 27,75 centavos (4,8%). De acordo com Thomas Uhlmann, broker da Penson GHCO, de Chicago, o interesse pela commodity também diminuiu porque o apetite chinês registrado antes dos Jogos Olímpicos de Pequim chegou ao fim. No mercado paulista, a saca de 60 quilos do milho fechou a R$ 24,05, com queda de 0,88%, segundo a indicador Cepea/BM&F. No mês, o milho já acumula perda de 6,31%. 


Mercado deprimido

Os contratos futuros do trigo também recuaram na sexta-feira, na pior queda da semana. Assim como o que ocorreu com outras commodities, o dólar mais forte influenciou o movimento de queda, já que torna o cereal americano menos atrativo aos estrangeiros. "A alta do dólar pressionou o mercado de grãos", afirmou à Bloomberg William Bayer, da PTI Securities. "A queda não era esperada depois de uma semana de altas". Em Chicago, os papéis com vencimento em dezembro recuaram 40,25 centavos de dólar (4,5%), para US$ 8,4925 por bushel. Nem a compra de 689.310 toneladas do trigo dos EUA pelo Irã animou o mercado - a compra estava computada nos preços, disseram analistas à Bloomberg. No mercado paranaense, o preço médio da saca ficou em R$ 29,90, segundo o Deral.