Para a indústria, projeto
reforça competitividade
O setor produtivo baiano recebeu com entusiasmo o avanço do Projeto de Lei de Conversão 18/2008, da MP 427/08. O dispositivo prevê a criação de novos eixos ferroviários no País, inclusive a Ferrovia Bahia-Oeste, planejada com a expectativa de integrar as regiões do Estado. Na avaliação do presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Jorge Lins Freire, o transporte ferroviário é fundamental para reforçar a competitividade da Bahia na atração de novos investimentos.
Freire observa que o governo prevê, até 2010, cerca de R$ 24,7 bilhões em investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Bahia, o que inclui investimentos na ferrovia.
“Um modal como este beneficiaria a todos os setores da economia baiana. Primeiro, você tem o processo de extração mineral, depois o escoamento produtivo de grãos. Ainda poderíamos ter estímulo para a produção de fertilizantes, além de uma nova perspectiva para a expansão da produção de biocombustíveis”, observa Freire.
O gerente de negócios da consultoria Prominas, Bruno Sperancini, observa que o modal ferroviário é de importância estratégica para a mineração baiana.
A Prominas trabalhou com uma série de grandes empresas de mineração que se instalaram no Estado.
“Para a mineração, o transporte rodoviário é viável apenas para distâncias inferiores a
O especialista ainda acrescenta que se a Ferrovia BahiaOeste demorar de sair do papel o Estado pode perder o atual ciclo de alta das commodities (produtos que têm cotação determinada pelo mercado internacional) metálicas.
Apenas em 2007, o setor mineral acrescentou à economia do Estado o montante de R$ 1,2 bilhão.
No final do ano passado, a Valec Engenharia contratou, após licitação, empresa que será responsável pela elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da instalação da Ferrovia BahiaOe ste.