Commodities Agrícolas

28/08/2008

Commodities Agrícolas

 

Índia importa do Brasil
 
Os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, pressionados por movimentos de realização de lucro. Em Nova York, os contratos para março encerraram a 15,11 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 46 pontos. A Shree Renuka Sugars Ltd., a maior refinaria de açúcar da Índia, importou 30 mil toneladas de açúcar demerara do Brasil, na primeira aquisição indiana do produto no exterior dos últimos 2 anos e meio, como reflexo da queda da produção local, segundo informou a agência Bloomberg. O açúcar brasileiro deverá chegar em Haldia, porto da costa leste da Índia e local de operação da usina da empresa, em outubro. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 29,86, segundo o índice Cepea/Esalq. 

Sem furacão
 
Os preços futuros do suco de laranja concentrado caíram ontem pela primeira vez em seis pregões, diante de especulações de que a ameaça de furacões na Flórida chegou ao fim. O Estado é o segundo maior produtor do mundo. "Estamos vendo uma correção de mercado", afirmou à Bloomberg Roger Corrado, trader independente em Nova York. "O preço estava um pouco exagerado ontem [terça]". Os papéis negociados na bolsa de Nova York com vencimento em novembro fecharam cotados a US$ 1,124 por libra-peso, queda de 105 pontos. No pregão anterior, a commodity atingiu a marca de US$ 1,186 por libra-peso. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos da laranja para a indústria fechou a R$ 9,26, segundo o Cepea/Esalq. No período de cinco dias, acumula perda de 0,63%. 

Índia produz mais
 
A produção de algodão da Índia, o segundo maior produtor global, deverá ultrapassar o previsto uma vez que as chuvas nas principais áreas de cultivo estão melhorando o rendimento das lavouras. Isso deverá aumentar a pressão sobre os preços mundiais. A safra do ano que se inicia em outubro deverá ultrapassar os 31,5 milhões de fardos estimados em julho pela Cotton of India, a maior compradora do país, segundo o diretor-executivo da empresa Subhash Grover, em entrevista à Bloomberg. A safra maior deverá criar um superávit de algodão na Índia de 1,02 milhão de toneladas. Na bolsa de Nova York, os papéis para dezembro fecharam a 70,63 centavos de dólar por libra-peso, alta de 117 pontos. No mercado paulista, a libra-peso fechou a R$ 1,1938, segundo o Cepea/Esalq. 

Maior oferta global
 
Os preços futuros do trigo fecharam em queda ontem, nas bolsas americanas, após sinais de crescimento da produção na Alemanha e na Rússia, o que poderá reduzir a demanda pelo cereal dos Estados Unidos, maior exportador global. Na bolsa de Kansas, os contratos para dezembro fecharam a US$ 8,2575 o bushel, com recuo de 28,75 centavos. Na bolsa de Chicago, os contratos para dezembro encerraram a US$ 8,63 o bushel, com baixa de 25 centavos. A Alemanha, que é o segundo maior produtor de trigo da Europa, atrás da França, aumentará a oferta em 23%, para 49,9 milhões de toneladas, segundo a agência Bloomberg. A Rússia também terá a maior produção dos últimos 15 anos. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos fechou a R$ 27,85, segundo o Deral.