Pescados no Brasil

09/09/2008

Pescados no Brasil

 

A produção de pescados hoje no Brasil é de 1,050 milhão de toneladas. Quase metade disso é proveniente da pesca artesanal. Apenas 270 mil toneladas são pro­duzidas por cultivo.

A captura tende a crescer pouco, até porque várias espécies estão ameaçadas de extinção e os períodos de defeso - quando a pesca é proibida - tendem a aumentar. Um exemplo é o da pesca da sardinha: o Brasil chegou a produzir 200 mil toneladas por ano, volume que caiu para somente 18 mil toneladas na década passada. Atualmente está em torno de 50 mil toneladas, pois houve alguma recuperação dos cardumes depois de seguidos perío­dos de defeso.

A esperança agora está no cultivo, seja no mar ou em água doce. A Secretaria da Pesca e Aqüicultura já demarcou áreas em cinco grandes represas que ficarão sob concessão por 20 anos. Tais áreas não chegarão a ocupar 1% do volume de água dos reservatórios.

Fazendas marinhas também devem se multiplicar, como as que em breve começarão a produzir bijupirá, peixe de alto mar, apreciado por consumidores exigentes, e que raramente é encontrado nos restaurantes ou no mercado.

O governo calcula que a produção de pescado aumentará para 1,4 milhão de toneladas até 2011, com o consumo por habitante passando de sete quilos para nove quilos por ano.

O pescador tradicional contará com a construção e modernização de terminais pesqueiros - o do Rio ficará no bairro da Ribeira, na Ilha do Governador, em uma propriedade que pertenceu à BR Distribuidora - e os centros de integração de pesca artesanal, que terão equipamentos móveis de fabricação de gelo, para reduzir o preço do produto em 70%.

No campo da pesquisa, a Embrapa terá uma divisão voltada para, piscicultura e maricultura. Um dos desafios será a reprodução induzida de pirarucu, peixe amazônico que pode substituir o bacalhau importado se cair no gosto da maioria dos brasileiros.

A estrutura do comércio de pescado é antiga, cheia de atravessadores, o que o encarece para o consumidor. Mas grandes grupos empresariais estão entrando no negócio. A Sadia, por exemplo, vem montando em Sorriso, Mato Grosso, uma estrutura semelhante a que já possui, em outros estados, para o frango ou a carne suína. Isso deve sacudir o setor.