Commodities Agrícolas

10/09/2008

Commodities Agrícolas

 


Petróleo puxa queda
 
Os preços futuros do açúcar recuaram ontem, atingindo o menor patamar das últimas seis semanas, pressionados por notícias de maior oferta da commodity no curto prazo e queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos para março encerraram a 13,85 centavos de dólar por libra-peso, com baixa de 15 pontos. Em Londres, os contratos para dezembro fecharam a US$ 376 a tonelada, com recuo de US$ 6,40. Para essa atual safra global, a 2007/08, que se encerra em 30 de setembro, a oferta vai exceder a demanda em 7,25 milhões de toneladas, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Para 2008/09, a expectativa é de déficit de 3,9 milhões de toneladas. No mercado paulista, a saca de 50 quilos fechou a R$ 30,78, alta de 0,26%, segundo o Cepea/Esalq. 

Demanda pode recuar
 
Os preços futuros do café fecharam em queda ontem, nas bolsas internacionais, pressionados por especulações de que as cotações do grãos podem subir mais no mercado, o que deverá desestimular a demanda pelo produto, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro fecharam a US$ 1,1410 a libra-peso, com baixa de 290 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para novembro encerraram a US$ 2.156 a tonelada, com recuo de US$ 7. A maior oferta de café do Brasil nesta safra 2008/09 também ajuda a tirar o suporte das cotações da commodity. No mercado paulista, a saca de 60 quilos encerrou ontem a R$ 259,82, com baixa de 1,07%, segundo o índice Cepea/Esalq. No mês, a queda já atinge 7,3%. 

Dólar valorizado
 
A valorização do dólar frente a outras moedas estrangeiras exerceu pressão ontem nos preços futuros do cacau nas bolsas internacionais. A alta da moeda americana nos últimos dois meses poderá enfraquecer a demanda por commodities agrícolas, afirmaram os mesmos analistas. Ontem, as cotações da amêndoa atingiram o menor patamar dos últimos cinco meses no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro encerraram o dia a US$ 2.562 a tonelada, com baixa de US$ 16. Na bolsa de Londres, os contratos para dezembro fecharam a 1.507 libras esterlinas, com recuo de 5 libras. Em Ilhéus e Itabuna, a cotação média da arroba do cacau encerrou a R$ 72,80, com alta de 2,1%, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau. 

Furacão sem impacto
 
A redução do impacto negativo com a passagem do furacão Ike nas regiões produtoras de algodão dos EUA derrubou ontem os preços futuros da commodity no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos da pluma para dezembro encerraram a 64,28 a libra-peso, com baixa de 132 pontos. As cotações da pluma atingiram ontem o menor patamar dos últimos nove meses. A queda dos preços dos grãos também tiraram o suporte das cotações. Analistas ouvidos pela Bloomberg informaram que boa parte da colheita de algodão da região Sul do Texas já foi concluída, mas grande parte da produção da região oeste do mesmo Estado ainda não. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2118 a libra-peso, alta de 0,26%, segundo o índice Cepea/Esalq.