Economia do Brasil cresce 6% no semestre
Agências Estado,O Globo e Folhapress
Rio de Janeiro e Brasília
Puxado por investimentos recordes, pela agropecuária e por forte aceleração dos gastos públicos, o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no País, somou R$ 716,9 bilhões no segundo trimestre do ano, um crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado e 1,6% em relação ao primeiro trimestre. Com esse desempenho, o PIB acumula R$ 1,38 trilhão nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 6%, na maior variação semestral desde o primeiro semestre de 2004, quando a expansão foi de 6,6%. Em 2007, o PIB no primeiro semestre crescera 4,9%.
O bom desempenho da economia brasileira fez com que bancos e consultorias começassem a rever suas projeções para 2008 e já esperam crescimento do País de até 5,5% para 2008. O governo, por sua vez, também ficou otimista com os dados do PIB e faz novas estimativas para o fim do ano.
A Tendências, por exemplo, vai alterar nos próximos dias sua expectativa do PIB deste ano – atualmente em 4,9% – para um patamar um pouco acima de 5%.Segundo a economista da consultoria Marcela Prada, a nova projeção vai incorporar apenas o crescimento da economia acima do projetado pela consultoria no segundo trimestre, sem alterar de forma significativa a expectativa já traçada para o terceiro e quarto trimestres (alta de 5% e 4%, respectivamente).
“O aumento de 6,1% do PIB no segundo trimestre, ante igual período, ficou acima da nossa projeção, de 5,6%. O resultado indica um viés de alta na nossa projeção para o ano”, disse o economista da Tendências.
Governo – A notícia sobre o PIB já alterou as estimativas de crescimento da economia do Ministério da Fazenda. Em entrevista coletiva horas após a divulgação dos novos números, o ministro Guido Mantega disse que agora espera taxa de 5,5% ao ano, acima dos previstos 5%. Esbanjando otimismo, Mantega afirmou que os brasileiros terão um dos melhores natais da história.
Apesar da comemoração, Mantega admitiu que o volume de crédito no País, de 32% do PIB, está elevado. “Esse patamar está um pouco acima do que consideramos adequado. Mas acreditamos que os próximos estudos do comportamento do crédito já apresentarão uma redução para 24% a 25%, o que consideramos ideal” disse.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, chamou o resultado de “Pibão”. Disse que o crescimento da economia em 2008 terá um efeito positivo no ritmo de 2009: “Crescemos 5,4% em 2007. Este ano, podemos chegar a 5,5% e, em 2009, a 4,5%”, disse.Já o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, chamou o PIB de robusto.