Commodities Agrícolas

11/09/2008

Commodities Agrícolas


 

Peso das torrefadoras

Mesmo sob um cenário considerado baixista para o café, a cotação da commodity encerrou ontem em alta no mercado internacional, sustentada por compras de torrefadoras. "Há muita notícia negativa hoje [ontem] nos mercados, nas ações e nas commodities, em parte por causa dos problemas do [banco de investimentos] Lehman Brothers", disse, em Nova York, um trader à Dow Jones Newswires. Os contratos de arábica com vencimento em dezembro negociados em Nova York subiram 70 pontos, para US$ 1,4080 por libra-peso. Em Londres, os papéis de robusta para novembro avançaram US$ 7, para US$ 2.163 por tonelada. No mercado interno, a saca de 60 quilos subiu 0,97%, para R$ 262,34, segundo o índice Cepea/Esalq. Em setembro, a alta é de 1,58%. 

Compras das indústrias
 
As notícias de aumento das compras de cacau pelas indústrias processadoras, estimuladas por preços considerados baixos, atraíram o interesse dos fundos de investimentos, disseram analistas à Dow Jones Newswires. Em Nova York, os contratos de cacau para dezembro subiram US$ 32, a US$ 2.594 por tonelada. Em Londres, os papéis da commodity, também para dezembro, subiram 29 libras esterlinas, para 1.536 libras por tonelada. Em relatório, o banco Fortis estimou que o déficit dos estoques mundiais de cacau da safra 2007/08 será de 101 mil toneladas, acima das 88 mil toneladas projetadas pela Organização Internacional do Cacau. Em Ilhéus e Itabuna, a arroba foi negociada, na média, por R$ 74, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau (CNPC). 

Ajuste técnico

Com uma leve alta, creditada por analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires a um ajuste técnico, o preço do suco de laranja concentrado e congelado no mercado futuro manteve-se ontem, pelo segundo dia consecutivo, abaixo da barreira psicológica de US$ 1 por libra-peso. Com a diminuição do risco da temporada de furacões aos pomares da Flórida, o segundo maior pólo cítrico do mundo, depois de São Paulo, a commodity despencou nas últimas semanas. Em Nova York, os contratos com vencimento em novembro subiram ontem 25 pontos, para 95,60 centavos de dólar por libra-peso. No mercado doméstico, a caixa de laranja de 40,8 quilos vendida às indústrias foi negociada ontem por R$ 9,13, de acordo com o Cepea/Esalq. 

Demanda fraca

Os preços futuros do algodão fecharam em queda ontem, na bolsa de Nova York, atingindo o menor patamar dos últimos nove meses, com a fuga dos fundos e especuladores das commodities agrícolas. Os contratos para dezembro fecharam a 64,04 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 24 pontos. A valorização do dólar sobre outras moedas estrangeiras também reduz o interesse dos investidores por commodities agrícolas, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,212 a libra-peso, segundo o índice Cepea/Esalq. Neste início de mês, as cotações seguem firmes, em parte por conta da decisão dos produtores de segurar a oferta, segundo o Cepea. A colheita já está praticamente encerrada.