Agricultor provoca queimada

15/09/2008

Agricultor provoca queimada

 

No oeste baiano, a estação chuvosa acontece a partir de outubro/ novembro até março/abril.Nos demais meses, o calor é constante e gradativamente as queimadas vão se tornando mais freqüentes. Desta forma, em julho, foram registradas 111 ocorrências pelo Centro Estadual de Meteorologia (Cemba), do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá). Em agosto foram detectados 223 focos e, nos dez primeiros dias deste mês, 265 focos.

A expectativa para o início das chuvas na região este ano é para a segunda quinzena de outubro, observa o meteorologista do Cemba, Heraclio Alves. Em 2008, os focos estão reduzidos 218% em comparação ao ano passado.“Em agosto de 2007, nós registramos 709 focos e este ano apenas 223. Isso é reflexo do período chuvoso, que foi maior no início deste ano em relação ao anterior”, asseverou.

Tradição perigosa – Neste período, no meio ambiente só permanecem verdes plantas localizadas em solo úmido, natural ou artificialmente, o que transforma longas extensões de matas nativas e pastagens em massa de alto poder de combustão. Mas, apesar de pouco recomendadas, as queimadas ainda são muito utilizadas por pequenos produtores para, na cultura deles, preparar o terreno para o plantio aproveitando-se justamente do fato da vegetação estar seca.

Permitida através de uma autorização do Ibama ou do Instituto de Meio Ambiente (Ima), que o produtor deve requerer antes de atear fogo na sua roça, a queimada programada segue uma série de requisitos, como a observação da hora e da formação de aceiros, que são faixas de terra que devem ser limpas de vegetação em volta do terreno a ser queimado, impedindo a propagação do fogo de uma roça para outra, afirma o analista ambiental do Ibama, Sergio Moreno.

A falta destes cuidados, aliada aos ventos que sopram forte nesta época do ano e que espalham as labaredas com rapidez, tem-se resultados nocivos para a fauna e a flora, causando também o empobrecimento do solo com perda de nutrientes, enfatiza a bióloga do Instituto Bioeste, Mariana Machado. Ela acrescenta que na fuga do fogo muitos animais se ferem e morrem, além do estresse provocado pela situação de medo, que pode causar alterações fisiológicas no animal, interferindo no processo reprodutivo. (M.H.)

Cartilha

Dicas para fazer uma queimada controlada

Evite queimar quando o vento estiver muito forte

Preferir os horários com temperaturas mais amenas

Caso existam árvores altas no local, corte-as antes de começar a queimada

Após a queimada, permaneça na área por mais duas horas para verificar se não há nenhum outro foco de calor

Tenha sempre à mão equipamentos para apagar o fogo

Fonte ❚ Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vitória da Conquista