Pesquisa melhora controle de praga em gravioleira

15/09/2008

Pesquisa melhora controle de praga em gravioleira

 

As plantações comerciais de graviola no sul da Bahia e nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo estão sendo atacadas por uma nova praga, a broca-do-coleto ou broca-do-tronco, que mata a planta. A praga é causada pelo inseto Heilipus catagraphus G ermar, de cor preta com duas faixas amarelas nas laterais e formato irregular, em toda extensão do corpo, mas os produtores do sul da Bahia ainda o confundem com fusarium, gênero de fungo que se apresenta como uma mancha branca.

“Assim, recomenda-se observar se na base do coleto (porção intermediária entre o caule e a raiz) há a existência de sintomas semelhantes”, adverte o pesquisador da Ceplac José Inácio LacerdaMoura, que acaba de concluir pesquisa para o controle químico da praga.

Na fase adulta, diz, o inseto chega a medir 2 cm. Os danos à gravioleira são causados pela larva, de coloração branca, que constrói galerias sob a casca na região do coleto, causando, muitas vezes, a morte da planta.

CONTROLE – Segundo o pesquisador, em gravioleiras adultas, às vezes a larva não mata a planta em razão do diâmetro do coleto, mas reduz a produtividade pela interrupção da seiva. O ideal é efetuar controle manual do inseto, que emerge das plantas, entre setembro e janeiro. A fiscalização do pomar deve ser feita em dias alter nados.

A retirada e queima de gravioleiras mortas também é indicado.

O controle químico é feito com a mistura de um litro de óleo de dendê e o inseticida clorpirifós a 3%, pincelada sobre as partes atacadas do coleto. O óleo de dendê atua como veículo do inseticida.

Pode-se usar outro óleo vegetal, mas nunca o mineral, tóxico para a gravioleira.

O trabalho de pesquisa também contém alerta sobre a substância Clorpirifós, ainda não registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para controle da brocadocoleto.