Bioenergy discute sustentabilidade na produção de biocombustíveis

16/09/2008

Bioenergy discute sustentabilidade na produção de biocombustíveis

 


Com um debate amplo e internacional sobre a matéria-prima apropriada para a produção de biocombustíveis líquidos, o Bioenergy World Américas 2008 espera definir um caminho para a sustentabilidade, além de oportunizar novos negócios para a Bahia.

O evento, que começa hoje e vai até sábado, em Salvador, no Grand Hotel Stella Maris, deve reunir cerca de 150 pessoas, entre investidores, técnicos e engenheiros.

O Bioenergy, que está na sua segunda edição, é uma oportunidade para o intercâmbio de informações entre os que formam as políticas públicas e definem as diretrizes, regras e incentivos para a produção sustentável de biocombustíveis, os empresários e as indústrias, que assumem o desafio e a responsabilidade de compreender e assegurar sua realização na prática.

O encontro tem o apoio e participação da Secretaria da Agricultura (Seagri), por intermédio da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf).

Semi-árido – O superintendente da Suaf, Ailton Florêncio, vai participar do debate.

Agricultura Familiar – Otimização do efeito agregado da matéria-prima para biocombustíveis líquidos, tratando mais especificamente das ações do Governo do Estado para a implementação de políticas voltadas ao fomento da produção de oleaginosas, em sistema de consórcio com culturas alimentares.

A intenção é utilizar terras degradadas e o semi-árido, onde a agricultura familiar e cooperativas agrícolas têm o potencial de produção de alimentos.

Também será apresentado um panorama atual da bioenergia e suas perspectivas, além das novidades e oportunidades para a produção e comercialização de biogás, etanol, biodiesel, óleo vegetal puro, pellets, e o promissor mercado de créditos de carbono.

As estimativas indicam que, em oito anos, o estado pode atingir a marca de 7,8 milhões de metros cúbicos de etanol e 773 mil metros cúbicos de biodiesel.

 

Bahia traça estratégia para crescer no setor

 

A Bahia está fazendo um grande esforço para se tornar um referencial de produção energética e implementa uma estratégia que envolve a transversalidade institucional, no sentido de dar celeridade e efetivar as ações.

Oito secretarias estaduais estão diretamente envolvidas no trabalho. Além da Seagri, participam as secretarias Planejamento (Seplan); de Indústria, Comércio e Mineração (Sicm); de Meio Ambiente (Sema); da Fazenda (Sefaz), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre); de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes).

Agroenergia – O Programa de Bioenergia está inserido num novo sistema de produção agrícola, a agroenergia, responsável pela produção de matérias-primas energéticas renováveis que deverão gradativamente substituir a energia oriunda do petróleo e do carvão.

Em oito anos, a expectativa é que o estado possa atingir a marca de 7,8 milhões de metros cúbicos de etanol e 773 mil metros cúbicos de biodiesel, além de gerar energia e créditos internacionais de carbono.

A co-geração de energia deve chegar a 2,5 mil megawatts.

Para aqueles que pretendem instalar usinas processadoras no estado, o governo deu a isenção de 5% para as usinas que se instalarem nas regiões do semi-árido e oeste e de 7,5% para as demais regiões do estado.