PAC do Cacau recebe apoio da principal representação de classe

16/09/2008

PAC do Cacau recebe apoio da principal  representação de classe

 

“O sistema Faeb/Senar se compromete em capacitar, com recurso próprio, todo o quadro técnico que atua no PAC do Cacau”. Essa é a contribuição e o apoio para a retomada do crescimento econômico da lavoura cacaueira anunciada pelo presidente Federação da Agricultura do Estado da Bahia, João Martins, durante a reunião de apresentação do plano, que aconteceu ontem (15), no auditório da instituição. Cerca de 100 produtores lotaram o auditório, que contou com as presenças do secretário estadual da Agricultura, Geraldo Simões, do diretor geral da Ceplac, Jay Wallace Mota e agentes financeiros dos bancos do Brasil (BB) e do Nordeste (BNB), responsáveis pelo apoio à renegociação das dividas e a concessão de novos créditos.
  Na oportunidade, Simões falou sobre o desenvolvimento do setor agropecuário baiano, responsável por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e da necessidade da região Sul – que há 19 anos convive com os efeitos da vassoura-de-bruxa – acompanhar esse crescimento, agregando valor a sua produção.
“O pouco que foi conquistado nesses anos é por obra e mérito dos produtores, mas é preciso mais. Vamos agregar valor ao cacau e diversificar a produção”, comenta. De acordo com dados apresentados pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), enquanto o quilo da amêndoa da fruta é vendida em média por R$ 5,00, a massa chega aos R$ 15,00, enquanto o quilo do chocolate custa R$ 45,00.
O Plano de Aceleração do Desenvolvimento e Diversificação do Agronegócio da Região Cacaueira da Bahia (PAC Cacau), além de possibilitar a renegociação de dívidas, promove o estímulo à produção consorciada com a seringueira, o dendê, a fruticultura e palmito.
Uma das vertentes do plano é o desenvolvimento da agroindústria, com a construção de 20 unidades de processamento de líquor e chocolates. “Esse não é um plano perfeito, mas possível para a recuperação da economia da região”, relembra Simões o comentário do presidente Lula durante o lançamento do PAC do Cacau, em Ilhéus.

Apresentação

Durante o encontro, foram esclarecidas dúvidas pertinentes ao processo de renegociação, que se encerra no próximo dia 30, e a relação de documentos necessária para o cadastro, bem como os descontos percentuais e fixos e as inúmeras vantagens oferecidas pelo PAC aos cacauicutores. “O diferencial é que esse plano concede bônus não por categoria, mas por saldo devedor, com juros de rebate e oferta crédito novo 100% da fonte de risco, ou seja, um recurso institucional que beneficia o agricultor e faz com que este não entre na dívida ativa da União”, avaliou o gerente geral do BNB, em Itabuna, Delci Andrade dos Santos, se referindo ao recurso do Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE).
Destacando que não queria influenciar ninguém a participar do plano e que esta decisão era de cada um, o presidente da Faeb, João Martins, garantiu que os recursos previstos foram alvos de muitos estudos. Ele lembrou que a renúncia em aderir ao plano implica na vulnerabilidade dos que têm problemas com o endividamento.
O programa
Lançado em maio deste ano, pelo presidente Lula e pelo governador Jaques Wagner, o PAC do Cacau tem como meta acelerar o desenvolvimento da produção agrícola regional e reverter o processo de desagregação econômica, social, ambiental, cultural e política.  A expectativa é recuperar 150 mil hectares de cacau com mudas mais resistentes a pragas, além da implantação de 92 mil hectares de seringa e de 30 mil de dendê para a produção de borracha e biocombustíveis, respectivamente.
Ainda dentro das ações do PAC estão os programas complementares desenvolvidos pela Seagri para o incentivo do cultivo de frutas, flores e a industrialização da produção. Para alcançar os índices esperados, a Seagri está investindo na contratação de técnicos que vão levar aos produtores assistência técnica rural de qualidade, novas tecnologias e
pesquisa.
Para isso, o programa está investindo R$ 2,5 bilhões para os produtores terem acesso a novas linhas de crédito, diversificando a produção agrícola com o cultivo de seringa, dendê e pupunha, fortalecendo e expandindo a fruticultura, além de apoiar a industrialização do cacau. Mas para que isso tudo aconteça e os benefícios cheguem a quem mais precisa, é necessário que os produtores assinem o Termo de Adesão.
O trabalho é uma parceria entre a Secretaria da Agricultura, Irrigação e reforma Agrária (Seagri), a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola EBDA, Ceplac, o Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste (BNB) e Desenbahia.
 
Ascom/Seagri 16.09.2008
Ana Paula Loiola
3115-2767/2737