Região sisaleira ganha Arranjo Produtivo Local

17/09/2008

Região sisaleira ganha Arranjo Produtivo Local

 

“É muito importante ter acompanhamento de técnicos, desde a produção até a comercialização, além de poder participar ativamente das decisões junto com o Governo do Estado sobre o futuro do cultivo do sisal”, disse on agricultor Raimundo Dias Oliveira, do município de Santa Luz, que esteve durante o lançamento do Arranjo Produtivo Local (APL do Sisal), na manhã
de hoje (17), em Valente, a 237 de Salvador.


O evento atraiu para a Casa Brasil, aproximadamente 450 pessoas dos vinte municípios do Território do Sisal, entre produtores rurais, comerciantes, empresários e gestores de Ichú, Conceição do Coité, Valente, Retirolândia, Santaluz, São Domingos, Cansanção, Quinjingue e Queimadas, dentre outros municípios da região sisaleira do Estado. A expectativa é possibilitar aos produtores, um incremento na sua renda média bruta de até 50%. Para isso
serão investidos recursos da ordem de R$80 milhões.


O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira afirmou que o novo APL é fruto da determinação do Governo do Estado em fortalecer e dinamizar os Arranjos Produtivos Locais, oferecendo uma possibilidade de geração de emprego e renda, respeitando a vocação econômica de cada região e com a participação de diversas secretarias.


“Com boas perspectivas de mercado, inclusive externo, o sisal pode representar a redenção de toda uma região que vinha sendo relegada a segundo plano no panorama da economia baiana”, acrescentou Ferreira. Uma das ações previstas para o APL é a inserção do sisal na indústria automotiva, substituindo 30% do plástico nos veículos produzidos na Bahia


Já o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, fez um comparativo com a situação da região cacaueira, que vive hoje um momento novo de mudança. “As expectativas são muitas para reerguer a economia da região com o aumento da produtividade e novas tecnologias, além da participação efetiva dos agricultores em conjunto com o Governo do Estado e instituições”. Simões lembrou que é preciso deixar a cultura de exportar matéria-prima, mas aprender a vender o produto final. “A industrialização e oaproveitamento dos subprodutos fazem parte da cadeia produtiva, por tanto é importante utiliza-los para gerar emprego e renda”, concluiu.

Ações

Durante o evento foram apresentadas às ações das diversas secretarias que participam de formas estratégicas para desenvolver a APL do Sisal e o anuncio da implantação de cinco unidades de processamento para a região. Ficará a cargo da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), o acompanhamento técnico realizado pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e a questão da defesa pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), através do Programa Sertão Produtivo.


Para isso serão investidos cerca de R$ R$ 57 milhões. Já a secretaria de Ciências, Tecnologia e Inovação (Secti) vai introduzir pesquisas e novas tecnologias, com ações de incentivo de práticas competitivas e inovadoras para o arranjo produtivo local, neste caso o sisal, através do Programa Progredir. Além de apoiar o sisal o programa trabalha com arranjos nas áreas automotiva, caprinovinocultura, confecções, derivados de cana, fruticultura, pisicultura, transformação de plástico, rochas ornamentais, tecnologia da informação e turismo.


 A secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) terá o papel de fiscalizar a relação de trabalho, assim como o Sebrae levar empreendedorismo e abertura de mercado.

 

Ascom/Seagri – Secti (17.09.08)
Manuela Matos e Gabriel Carvalho.
Secretaria de Agricultura
Assessoria de Comunicação
(71) 3115-2767/2745/2737