Região sisaleira ganha Arranjo Produtivo Local
'É muito importante ter acompanhamento de técnicos, desde a produção até a comercialização, além de poder participar ativamente das decisões junto com o Governo do Estado sobre o futuro do cultivo do sisal", disse o agricultor Raimundo Dias Oliveira, do município de Santa Luz, que esteve no lançamento do Arranjo Produtivo Local (APL do Sisal), na manhã de ontem, em Valente, a 237 km de Salvador.
O evento atraiu para a Casa Brasil, aproximadamente, 450 pessoas dos 20 municípios do Território do Sisal, entre produtores rurais, comerciantes, empresários e gestores de Ichú, Conceição do Coité, Valente, Retirolândia, Santaluz, São Domingos, Cansanção, Quinjingue e Queimadas, dentre outros municípios da região sisaleira do estado.
A expectativa é de possibilitar aos produtores um incremento na sua renda média bruta de até 50%. Para isso serão investidos recursos da ordem de R$80 milhões.
Vocação econômica – O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira, afirmou que o novo APL é fruto da determinação do Governo do Estado em fortalecer e dinamizar os Arranjos Produtivos Locais, oferecendo uma possibilidade de geração de emprego e renda, respeitando a vocação econômica de cada região e com a participação de diversas secretarias.
Uma das ações previstas para o APL é a inserção do sisal na indústria automotiva, substituindo 30% do plástico nos veículos produzidos na Bahia.
Já o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, fez um comparativo com a situação da região cacaueira, que vive hoje um momento novo de mudança. Simões lembrou que é preciso deixar a cultura de exportar matéria-prima, mas aprender a vender o produto final.
Secretarias articulam ações transversais
Durante o evento foram apresentadas as ações das diversas secretarias que participam de formas estratégicas para desenvolver a APL do Sisal e anunciada a implantação de cinco unidades de processamento para a região.
Ficará a cargo da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) o acompanhamento técnico, realizado pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), e a questão da defesa pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), através do programa Sertão Produtivo. Para isso serão investidos cerca de R$ 57 milhões.
Já a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) vai introduzir pesquisas e novas tecnologias, com ações de incentivo de práticas competitivas e inovadoras para o arranjo produtivo local, neste caso o sisal, através do programa Progredir.
Além do sisal, o programa trabalha com arranjos nas áreas automotiva, caprinovinocultura, confecções, derivados de cana, fruticultura, piscicultura, transformação de plástico, rochas ornamentais, tecnologia da informação e turismo.
A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) terá o papel de fiscalizar a relação de trabalho.