Mudas de cacau a baixo custo podem multiplicar produção familiar

24/09/2008

Mudas de cacau a baixo custo podem multiplicar produção familiar

 

Mutuípe, a 241 quilômetros de Salvador, no Vale do Jiquiriçá, será o vigésimo município baiano a ter um viveiro de produção de mudas de cacau clonado e de essências florestais e frutíferas tropicais, com subsídio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes).

A inauguração da unidade acontece nesta sexta-feira, na Avenida Beira Rio, ao lado do Estádio Pedro Alves da Silva.

Essas unidades são fruto da parceria entre a Sedes, o Instituto Biofábrica de Cacau, responsável pela construção e manutenção dos viveiros, e a Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri).

Investimento – A Sedes já investiu mais de R$ 1,8 milhão no projeto. Até o final do ano, os investimentos chegarão a R$ 2,3 milhões.

Por meio dos viveiros, a agricultura familiar terá um maior acesso às mudas. Com o subsídio do Estado, cada uma sairá por R$ 0,45.

"Pra quem não tem como fazer um grande investimento, isso é uma ótima idéia. Pretendo aumentar a minha lavoura. Eu vou comprar umas 150 mudas e dobrar a minha produção", disse o pequeno produtor Ismael Sales, durante inauguração, este mês, do viveiro de Itamaraju, no extremo sul do estado.

A superintendente de Inclusão e Assistência Alimentar da Sedes, Ana Torquato, explicou que este é apenas um dos projetos da secretaria para a geração de renda.

"A gente está reforçando as ações dos pequenos produtores da região. É uma forma de contribuir com o reflorestamento e reconstituição da lavoura cacaueira, mas o nosso objetivo, de fato, é promover a inclusão e o desenvolvimento social dos agricultores familiares", ressaltou.

Perspectiva – Cada viveiro tem em média 400 metros quadrados, podendo abrigar de 20 mil a 38 mil mudas, o que possibilita o atendimento das cidades vizinhas.

"Agora os pequenos agricultores da região não precisam mais se deslocar até Ilhéus para comprar essas mudas a baixo custo", disse o diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, Moacir Smith Lima, durante a inauguração do viveiro de Eunápolis, também este mês.

Ele lembrou que o extremo sul baiano é uma região em que a agricultura familiar é maciça. "Por isso, esses viveiros são fundamentais. Acreditamos que mais de cinco mil famílias serão abastecidas com essas mudas em cada município", completou.

Além de Eunápolis e Itamaraju, o Instituto Biofábrica de Cacau tem centrais de distribuição em Arataca, Camacan, Mascote, Pau Brasil, Santa Luzia, Una, Canavieiras, Itajuípe, Coaraci, Ibicaraí, Buerarema, Jussari, Gandu, Ipiaú, Ubatã, Ibirataia e Ubaitaba.